Candidato a deputado federal pelo Novo foi detido em flagrante após pintar muro do Instituto de Artes; universidade também relatou agressões contra estudantes.
O candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo-DF) foi preso em flagrante neste domingo (27), após uma ocorrência no Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB). Segundo a instituição e a Polícia Militar do Distrito Federal, ele foi detido por suspeita de dano ao patrimônio público depois de participar da pintura não autorizada de um muro no campus.
De acordo com a PMDF, a corporação foi acionada por volta das 17h após uma denúncia sobre a intervenção no muro. Wilker e outro homem, que registrava a ação, foram conduzidos à Polícia Federal e permaneceram presos em flagrante por suspeita de dano ao patrimônio da União.
A UnB divulgou nota de repúdio ao episódio e afirmou que também houve agressões contra estudantes. “A Universidade está adotando todas as providências administrativas e jurídicas cabíveis para a apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos”, informou a instituição. A universidade acrescentou que prestará apoio aos integrantes da comunidade acadêmica atingidos.
Na manifestação, a UnB classificou o episódio como parte de “métodos adotados pela extrema-direita” e afirmou: “Por isso, a união da comunidade em defesa da Universidade é tão importante.” A classificação política é da própria universidade e integra a nota oficial divulgada após a ocorrência.
Wilker já havia sido expulso da graduação em História da UnB após processo disciplinar relacionado à gravação de aulas sem autorização. Ele ficou conhecido por publicar vídeos com professores e estudantes e já esteve envolvido em outros conflitos no ambiente universitário.
Nesta segunda-feira (28), o Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal a concessão de liberdade provisória para Wilker e para o outro preso, com pagamento de fiança de R$ 20 mil e cumprimento de medidas cautelares. O pedido ainda depende de decisão judicial.
O Partido Novo afirmou que acompanha o caso e defendeu que a apuração seja feita sem antecipação de culpa. A defesa de Wilker não havia apresentado manifestação detalhada sobre o episódio até as últimas atualizações consultadas.