STF autoriza ação que apura fraudes e lavagem bilionária
A prisão de Daniel Vorcaro ocorreu na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa com atuação no sistema financeiro.
A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, em sua primeira decisão como relator do caso, assumido no mês passado. Além de Vorcaro e outro investigado, foram expedidos dois mandados adicionais de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.
Segundo a PF, o esquema envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação faz referência à suposta ausência de mecanismos eficazes de controle interno para prevenir crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. As investigações contaram com apoio técnico do Banco Central do Brasil.
Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Para os investigadores, havia indícios de tentativa de fuga, o que fundamentou o mandado de prisão preventiva. Ele foi encaminhado à Superintendência da PF na capital paulista.
Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado. Vorcaro era aguardado para depor na CPI do Crime Organizado, em Brasília, mas havia informado que compareceria apenas à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.