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Venezuela rompe relações diplomáticas com Paraguai após apoio de Peña a opositor

Presidente paraguaio reconheceu Edmundo González como vencedor das eleições na Venezuela; Maduro ordena expulsão de diplomatas paraguaios.

06 de Janeiro de 2025
Foto: Reprodução

A Venezuela anunciou a ruptura das relações diplomáticas com o Paraguai após o presidente paraguaio, Santiago Peña, reafirmar seu apoio a Edmundo González, um opositor de Nicolás Maduro, reconhecendo-o como o vencedor das eleições presidenciais de 2024. A decisão foi comunicada pelo governo venezuelano nesta segunda-feira (6). 

No domingo (5), Peña publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando ter conversado com González e com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, em uma reunião virtual. O presidente paraguaio destacou a necessidade de unir a América do Sul em prol da democracia e contra regimes autoritários. "Reafirmei o meu apoio à democracia e à vitória de González como presidente, lembrando que análises internacionais independentes do processo eleitoral e da contagem dos votos confirmaram a sua ampla vitória nas eleições presidenciais de julho passado", escreveu Peña. 

Em resposta, o governo de Nicolás Maduro emitiu um comunicado anunciando que todos os diplomatas paraguaios serão expulsos da Venezuela. O Paraguai, por sua vez, também tomou uma medida recíproca e determinou que todos os diplomatas venezuelanos, incluindo o embaixador, deixem o país em até 48 horas. 

A oposição venezuelana, incluindo o partido de González, afirma que ele venceu as eleições de julho de 2024 com ampla vantagem sobre Maduro, baseando-se nos dados das atas das urnas. Organizações internacionais também corroboram essas informações, destacando a falta de transparência durante o processo eleitoral, que foi controlado pelas autoridades de Maduro, que proclamaram a vitória do atual presidente. No entanto, as atas eleitorais não foram divulgadas, e as autoridades venezuelanas apenas divulgaram os percentuais de votos de cada candidato. 

Maduro deve tomar posse para seu terceiro mandato no dia 10 de janeiro, enquanto o opositor González, atualmente exilado, continua a ser reconhecido por outros países, como os Estados Unidos, como o verdadeiro vencedor das eleições. González tem viajado por diversos países da América Latina, incluindo Estados Unidos, Argentina e Uruguai, e afirmou que pretende retornar à Venezuela para ser empossado presidente no próximo dia 10. 

Em resposta à situação, as autoridades venezuelanas emitiram uma ordem de prisão contra González e ofereceram uma recompensa de US$ 100 mil por informações que possam levá-lo até o opositor. 

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