Com 77 bilhões de litros produzidos, biodiesel contribui para a transição energética e desenvolvimento sustentável no país
Nesta segunda-feira (13), o Brasil celebra 20 anos do marco legal do biodiesel, que foi estabelecido pela Lei 11.097/2005, sancionada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O marco legal introduziu o biodiesel na matriz energética nacional, com o objetivo de substituir gradualmente o diesel de origem fóssil, mais poluente e limitado em reservas. A lei também criou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que regula a produção e comercialização do biocombustível no país.
Desde sua implementação, o Brasil avançou na mistura obrigatória de biodiesel com óleo diesel, começando com 5% em 2009 e chegando ao biodiesel B14, com 14% de biodiesel a partir de março de 2024.
Ao longo dessas duas décadas, a produção de biodiesel no Brasil gerou avanços significativos. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destaca que, durante esse período, foram produzidos 77 bilhões de litros de biodiesel, o que resultou em uma economia de 38 bilhões de dólares em importações de diesel e na redução de 240 milhões de toneladas de emissão de gás carbônico.
Em 2023, a produção nacional alcançou mais de 7,5 bilhões de litros, um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. O biodiesel também tem desempenhado papel importante na geração de empregos e na inclusão de agricultores familiares.
No entanto, para continuar avançando, o governo busca diversificar as fontes de matéria-prima para a produção do combustível, diminuindo a dependência da soja e utilizando alternativas como óleos de cozinha usados e gorduras animais.
Em 2024, o Brasil deve atingir a marca histórica de 9 bilhões de litros produzidos, refletindo a relevância do biodiesel no contexto da transição energética do país.