Bloco busca consenso de última hora para manter liderança nas negociações ambientais em Belém.
Os ministros responsáveis pelas políticas climáticas da União Europeia farão, nesta terça-feira (4), uma tentativa final de aprovar uma nova meta de redução de emissões antes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, no Brasil, na próxima semana.
A meta, que ainda enfrenta resistência de alguns países do bloco, é vista como essencial para que a UE mantenha sua posição de liderança global nas negociações climáticas. A ausência de um acordo antes da conferência poderia enfraquecer o discurso europeu e limitar sua influência nas discussões internacionais.
Enquanto potências como China, Reino Unido e Austrália já apresentaram suas novas metas de descarbonização, a União Europeia segue dividida entre a pressão de setores industriais e as demandas por metas mais ambiciosas de neutralidade climática.
Em setembro, os países do bloco não chegaram a um consenso sobre o objetivo para 2040, deixando a definição para os dias que antecedem a COP30. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, espera levar uma proposta consolidada ao encontro de líderes mundiais em Belém, no próximo dia 6 de novembro.
“O cenário geopolítico raramente foi mais complexo”, afirmou o comissário europeu para Ação Climática, Wopke Hoekstra, durante uma reunião no Canadá no último sábado (1º). Segundo ele, há confiança de que o bloco conseguirá formalizar a nova meta antes do início da conferência.
Hoekstra reforçou o compromisso da União Europeia com os princípios do Acordo de Paris. “A União Europeia continuará a fazer o máximo, mesmo nessas circunstâncias, em Belém, para manter seu compromisso com o multilateralismo e com o Acordo de Paris”, declarou.
A COP30, que começa na próxima semana, será um dos encontros climáticos mais importantes dos últimos anos, testando o compromisso das maiores economias do mundo com as metas globais de redução de emissões em um contexto de tensões políticas e econômicas crescentes.