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Ucrânia recua em Donetsk enquanto Trump e Putin negociam possível cessar-fogo

A Europa acompanha as negociações com preocupação, pois qualquer acordo pode incluir avaliações mais brandas à Rússia e vetar a entrada da Ucrânia na Otan, um dos principais motivos do conflito

18 de Marco de 2025
Foto: Divulgação

Poucas horas antes de Donald Trump e Vladimir Putin discutirem um possível cessar-fogo na Guerra da Ucrânia, as forças de Kiev presumiram um raro recuo no leste do país. Unidades militares ucranianas deixaram a linha de frente na região de Donetsk, segundas informações divulgadas pelo general Serhii Naiev.

De acordo com Naiev, a retirada poderá salvar soldados e fortalecer defesas. Ele afirmou que a Rússia está sofrendo perdas e que essa ação pode tornar a ação militar ucraniana mais eficaz. O recuo ocorre após o fracasso da Ucrânia em manter territórios ocupados na região russa de Kursk, considerado uma peça importante para futuras negociações.

Na última semana, as tropas ucranianas foram cercadas pelos russos e obrigadas a se retirarem para uma faixa estreita de fronteira, onde seguem sob ataque. A revista militar gerou críticas internacionais, e o deputado Oleksii Goncharenko sugeriu a remoção do comandante das Forças Armadas da Ucrânia, Oleskii Sirskii.

Rumores na blogosfera militar russa indicam que a Ucrânia teria atacado a região russa de Belgorodo, mas até o momento não há confirmação oficial sobre essa investida. Naiev não detalhou qual setor de Donetsk foi afetado pelo recuo, mas há indicações de que seja na direção de Velika Novosilka, cidade estratégica tomada pelos russos.

Em Zaporíjia, no Sul, os russos avançam sobre a primeira linha de defesa da Ucrânia, aproximando-se da capital regional pela primeira vez desde 2022. Essa região abriga a maior usina nuclear da Europa, que está ocupada pela Rússia desde o início do conflito e será um dos temas discutidos por Putin e Trump.

A negociação entre os líderes deve ocorrer em breve, e Trump tenta convencer Putin a aceitar uma trégua provisória de 30 dias. O ex-presidente dos EUA pressionou Volodimir Zelenski a concordar com a proposta, congelando a ajuda militar americana à Ucrânia. No entanto, Moscou rejeita um cessar-fogo temporário e exige garantias concretas para um acordo definitivo.

A Europa acompanha as negociações com preocupação, pois qualquer acordo pode incluir avaliações mais brandas à Rússia e vetar a entrada da Ucrânia na Otan, um dos principais motivos do conflito. Enquanto isso, o Kremlin já sinaliza interesse na retomada de negócios com os EUA e a União Europeia quando o conflito chegar ao fim.

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