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Trump taxa China, México e Canadá e inclui Brasil em novas ameaças

Além do Brasil, Trump citou a União Europeia, a Índia e a segunda Coreia do Sul como países que, ele, “usaram tarifas contra os EUA” e agora enfrentarão medidas de reciprocidade

05 de Marco de 2025
Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira a tributação de produtos importados da China, México e Canadá e incluiu o Brasil entre os países que podem ser alvo de novas tarifas. Durante um discurso no Congresso, ele reforçou sua política protecionista e acusou diversas nações de impor tarifas injustas contra os produtos americanos.

Além do Brasil, Trump citou a União Europeia, a Índia e a segunda Coreia do Sul como países que, segundo ele, “usaram tarifas contra os EUA” e agora enfrentarão medidas de reciprocidade. O anunciado republicano que pretende adotar novas sobretaxas a partir de abril, elevando ainda mais as pressões comerciais globais.

As tarifas aplicadas a três países vizinhos aumentaram os impostos de importação americanos ao maior nível desde a primeira metade do século XX, segundo o Laboratório de Orçamento da Universidade de Yale. As nações afetadas responderam com retaliações comerciais, o que já começou a impactar a economia dos Estados Unidos.

O Canadá impôs tarifas de 25% sobre produtos americanos, totalizando US$ 21 bilhões, e o primeiro-ministro Justin Trudeau classificou a decisão de Trump como “estúpida”. Ele alertou que, se as tarifas não forem retiradas, poderá ampliar as avaliações para atingir US$ 107 bilhões em bens dos EUA.

A China também reagiu, impondo novas taxas de 10% e 15% sobre importações americanas, incluindo produtos agrícolas como soja, trigo e carne bovina. Além disso, Pequim bloqueou as exportações de empresas dos EUA e abriu a critério para que as companhias americanas comprem bens chineses.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que não há justificativa para as tarifas impostas aos produtos mexicanos e anunciou que seu governo prepara medidas retaliatórias. As sanções mexicanas serão divulgadas no próximo domingo, em um pronunciamento oficial.

Os impactos das tarifas já começaram a ser sentidos nos EUA, com empresas alertando sobre o aumento dos preços dos produtos importados, o que pode agravar a inflação. Setores como o químico, de alimentos, de transporte e de eletrodomésticos serão os mais afetados, podendo gerar um custo extra de até US$ 2 mil por família americana.

Apesar das críticas internacionais, Trump reforçou que pretende ampliar a sua política de tarifas, mirando especialmente países que, segundo ele, impõem barreiras comerciais aos produtos americanos. O Brasil, citado no discurso, pode ser um dos alvos próximos, aumentando a preocupação de exportações nacionais com possíveis avaliações.

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