Presidente dos Estados Unidos também conversou com Zelensky antes da cúpula da Otan na Turquia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu ajuda ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, para buscar uma solução para a guerra contra a Ucrânia. A conversa entre os dois líderes ocorreu no sábado (4), por telefone, e durou cerca de 90 minutos, segundo o assessor do Kremlin Yuri Ushakov.
A ligação aconteceu às vésperas da participação de Trump na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), marcada para os dias 7 e 8 de julho, na Turquia. De acordo com Ushakov, o presidente norte-americano voltou a demonstrar disposição para trabalhar por um fim rápido dos combates e para encontrar caminhos diplomáticos para superar a crise.
O assessor russo classificou o diálogo entre Trump e Putin como “profissional e bastante construtivo”. Segundo ele, Moscou afirmou defender uma solução político-diplomática para o conflito, desde que sejam consideradas as posições consideradas fundamentais pela Rússia.
Além da conversa com Putin, Trump também falou com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O líder ucraniano descreveu o diálogo como positivo e reforçou a importância do papel dos Estados Unidos nas tentativas de encerrar a guerra. Zelensky também voltou a rejeitar exigências russas relacionadas ao controle da região de Donbas.
Durante o pronunciamento sobre a ligação, Ushakov acusou a Ucrânia e países europeus aliados de Kiev de estimularem a continuidade e a intensificação da guerra. A declaração foi feita em meio a ataques ucranianos de longo alcance contra alvos em território russo, incluindo estruturas ligadas ao setor petrolífero, que causaram dificuldades no abastecimento de combustíveis em algumas regiões.
O assessor do Kremlin também afirmou que Putin apresentou a Trump um panorama da situação no front. Segundo Moscou, tropas russas teriam avançado e tomado novas localidades, incluindo a cidade estratégica de Kostiantynivka, na região de Donetsk. A informação, no entanto, foi negada por Kiev, que afirmou que as forças ucranianas continuavam controlando a cidade.
A ofensiva diplomática ocorre em um momento de pressão militar e política no conflito. Enquanto Moscou insiste em ganhos territoriais no leste ucraniano, Kiev nega a perda de áreas estratégicas e busca manter o apoio dos aliados ocidentais. A expectativa é que a guerra na Ucrânia esteja entre os principais temas da cúpula da Otan, onde Trump deve se reunir com Zelensky e discutir novas iniciativas para tentar destravar as negociações.