Declaração ocorre às vésperas de encontro na Casa Branca, que reunirá líderes europeus e antecede reunião do republicano com Putin.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem (17) que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, “pode encerrar a guerra com a Rússia quase imediatamente, se quiser, ou pode continuar lutando”. A declaração foi publicada na rede Truth Social, um dia antes da reunião entre os dois na Casa Branca.
Trump, que tem defendido publicamente um cessar-fogo rápido desde julho, voltou a citar pontos que considera inegociáveis: a permanência da Crimeia sob controle russo e a não inclusão da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Lembre-se de como tudo começou. Sem a Crimeia de Obama (12 anos atrás, sem um único tiro disparado!), e SEM A ENTRAR NA OTAN PELA UCRÂNIA. Algumas coisas nunca mudam!!!”, escreveu o republicano, em referência à anexação da península pela Rússia em 2014, durante o governo Barack Obama.
As declarações vêm no momento em que a Casa Branca pressiona Kiev a aceitar concessões territoriais como condição para encerrar o conflito, iniciado em fevereiro de 2022 e que já dura três anos e meio. O governo ucraniano, no entanto, reafirma que não abrirá mão de territórios nem desistirá do objetivo de integrar a Otan.
Nesta segunda-feira (18), Zelensky se reunirá com Trump em Washington, acompanhado por sete líderes europeus. Entre eles estão o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler alemão, Friedrich Merz, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e o presidente finlandês, Alexander Stubb.
O encontro ocorre dois dias após Trump se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca, quando afirmou ter visto “grande progresso” rumo ao fim da guerra.