Presidente dos EUA afirma que país aliado perderia apoio americano se avançasse sobre território palestino.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende visitar a Faixa de Gaza em breve. Segundo ele, a viagem deve ocorrer provavelmente no Conselho de Paz, entidade para a qual disse ter recebido convite para assumir como presidente. Trump ressaltou, porém, que não é algo que deseja fazer, mas que o grupo contará com “pessoas muito poderosas no Oriente Médio”.
As declarações foram dadas em entrevista à revista Time. Durante a conversa, o republicano também afirmou que Israel não irá anexar a Cisjordânia, alegando que o país deu “a palavra aos países árabes”. “Isso não vai acontecer. Israel perderia todo o apoio dos EUA se isso acontecesse”, completou.
As falas ocorrem no momento em que o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), o principal órgão jurídico da ONU, instruiu que Israel permita os esforços de ajuda humanitária da organização na Faixa de Gaza. A decisão, comunicada nesta quarta-feira (22), também determina a liberação de entrada de outras agências e ONGs na região.
A deliberação foi tomada após pedido da Assembleia Geral da ONU, em resposta à proibição imposta pelas forças israelenses às atividades da agência da ONU para refugiados palestinos. O governo israelense alega que a entidade possui ligações com o Hamas, mas o tribunal afirmou em veredito recente que Israel não demonstrou que uma parte significativa da agência seja composta por membros do grupo.
Segundo o TIJ, Israel precisa garantir que “as necessidades básicas dos civis palestinos sejam atendidas”. Embora não tenham caráter vinculante, os pareceres jurídicos do órgão exercem peso relevante em discussões internacionais, tanto sob o ponto de vista político quanto legal.