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Trump diz que não pretende matar líder do Irã "por enquanto"

Presidente americano afirma que aiatolá é "alvo fácil" e convoca Conselho de Segurança.

17 de Junho de 2025
Foto: Reprodução / Internet

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que os EUA e Israel não têm planos imediatos de assassinar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, embora tenha indicado que essa decisão pode mudar dependendo dos rumos do conflito. Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou:

“Nós sabemos exatamente onde o chamado ‘líder supremo’ está escondido. Ele é um alvo fácil, mas está seguro lá, nós não iremos tirá-lo de lá (matá-lo!), ao menos não por enquanto. Mas nós não queremos mísseis disparados em civis, ou soldados americanos. Nossa paciência está encolhendo.”

A fala de Trump acontece em meio à escalada de confrontos entre Irã e Israel, que entraram no quinto dia nesta terça-feira, com 248 mortos registrados nos dois países, segundo autoridades locais. Bombardeios atingiram cidades como Teerã e Natanz, no Irã, e Tel Aviv, em Israel.

O paradeiro de Khamenei é desconhecido desde o início dos ataques, na última sexta-feira (13). Israel afirma que as lideranças iranianas deixaram o país. Na segunda-feira (16), o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse não descartar a morte do aiatolá como parte da ofensiva.

Diante do agravamento da crise, Trump deixou o encontro do G7 no Canadá antes do previsto e retornou a Washington para reunião com o Conselho de Segurança Nacional. Segundo a imprensa americana, o presidente ainda reiterou que o Irã rejeitou um novo acordo nuclear e voltou a afirmar que Teerã não pode desenvolver armas atômicas.

A imprensa estatal iraniana confirmou explosões em Teerã e Natanz, esta última sede de importantes instalações nucleares. Em Israel, sirenes de alerta soaram em Tel Aviv, onde também foram registradas explosões durante a madrugada.

Segundo o governo iraniano, os bombardeios israelenses mataram 224 pessoas, em sua maioria civis. Do lado israelense, 24 civis morreram em ataques do Irã, e mais de 3 mil pessoas foram deslocadas.

Apesar da tensão crescente, fontes ouvidas pela agência Reuters afirmam que o Irã está disposto a negociar, desde que Israel aceite um cessar-fogo imediato. Teerã teria recorrido a Omã, Catar e Arábia Saudita para intermediar a trégua junto aos EUA.

O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, escreveu nas redes sociais:

“Se o presidente Trump está realmente comprometido com a diplomacia e interessado em pôr fim a esta guerra, os próximos passos serão decisivos. Israel deve interromper sua agressão e, na ausência de uma cessação total da agressão militar contra nós, nossas respostas continuarão.”

Na segunda-feira, o Pentágono anunciou o envio de reforços militares ao Oriente Médio. A Casa Branca nega qualquer ofensiva contra o Irã, mas o Departamento de Defesa afirmou que seu foco é proteger os ativos americanos na região.

 

Com informações do G1 e Agência Reuters.

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