O presidente dos EUA afirma que país persegue Jair Bolsonaro e seus apoiadores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação feita nesta segunda-feira (8) na sua rede social, a Truth Social, Trump afirmou que o Brasil está promovendo uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro, sua família e seus apoiadores, classificando o tratamento ao ex-presidente como “uma coisa terrível”.
“O Brasil está fazendo uma coisa terrível em seu tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu tenho assistido, assim como o mundo, como eles não fizeram nada além de ir atrás dele, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”, escreveu Trump. Ele também destacou a proximidade de Bolsonaro com o eleitorado e afirmou que “o único julgamento que deveria estar acontecendo é um julgamento pelos eleitores do Brasil”.
A declaração ocorre em meio às recentes tensões diplomáticas causadas por Trump durante a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro. Horas após a divulgação da declaração final do encontro, que defendeu o uso de moedas locais nas transações comerciais e criticou tarifas impostas pelos EUA, o líder norte-americano ameaçou aplicar uma tarifa extra de 10% a partir de 1º de agosto a países que se alinhem a políticas que chamou de “antiamericanas”.
Trump, que reassumiu a presidência em janeiro de 2025, também já havia criticado o Brics por buscar reduzir a dependência do dólar e chegou a mencionar a possibilidade de tarifas de até 100% caso a moeda americana fosse abandonada pelo grupo.
Bolsonaro e aliados são réus no Supremo
A manifestação de Trump ocorre em um momento em que Jair Bolsonaro enfrenta graves acusações no Brasil. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente como líder de uma organização criminosa responsável por tentar abolir violentamente o Estado Democrático de Direito e aplicar um golpe de Estado.
A denúncia inclui ainda crimes como dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, especialmente pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Além de Bolsonaro, também são réus:
• Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin)
• Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha)
• Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
• General Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)
• Mauro Cid (ex-ajudante de ordens)
• Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
• Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e ex-candidato a vice)
A PGR afirma que Bolsonaro editou um decreto golpista, pressionou as Forças Armadas e incentivou acampamentos em frente a quartéis para contestar o resultado das eleições. O julgamento dessas acusações está em curso no Supremo Tribunal Federal.