Com a pressão norte-americana e a insegurança europeia, o desfecho do conflito na Ucrânia ainda parece distante de uma solução definitiva
A Cúpula de Londres, realizada no domingo (2), reuniu líderes de 14 países europeus, além de representantes do Canadá, Turquia, União Europeia e Otan. Durante o evento, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que o fim da guerra depende de um acordo internacional e da cooperação entre as nações aliadas.
O encontro também foi marcado por críticas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à postura dos países europeus. Segundo Trump, a Europa declarou fraquezas ao afirmar que não pode agir sem o apoio norte-americano. “Provavelmente não foi a melhor declaração para demonstrar força contra a Rússia”, declarou.
Durante a cúpula, Reino Unido, França, Ucrânia e outros países que não tiveram seus nomes divulgados concordaram em desenvolver um plano de paz, que será apresentado futuramente aos Estados Unidos. O objetivo é buscar um consenso internacional para encerrar o conflito.
O evento ocorreu dois dias após um debate entre Trump, seu vice-presidente JD Vance e Zelensky, na Casa Branca. Durante a reunião, Trump e Vance acusaram o líder ucraniano de não demonstrar gratidão pela ajuda fornecida pelos EUA e de se recusar a negociar um acordo de paz.
O confronto resultou na saída antecipada de Zelensky da Casa Branca, sem que o acordo esperado sobre minerais fosse assinado. O desentendimento reforçou a pressão entre os dois países, que já enfrentaram divergências sobre a condução da guerra.
A postura dos líderes na cúpula sinaliza desafios para futuras negociações de paz. Com a pressão norte-americana e a insegurança europeia, o desfecho do conflito na Ucrânia ainda parece distante de uma solução definitiva.