Presidente dos EUA diz que líder venezuelano seria sensato se renunciasse.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, seria “sensato” se se demitisse, em meio ao aumento da pressão de Washington sobre Caracas. “Cabe a ele decidir o que quer fazer. Acho que seria sensato da parte dele”, declarou Trump, ao responder a um repórter sobre se o objetivo dos Estados Unidos era forçar o líder venezuelano a deixar o poder.
O presidente norte-americano também fez um alerta direto ao governo venezuelano. “Se jogar duro, será a última vez que o poderá fazer”, prometeu, aconselhando Maduro a “levar a sério” as ameaças dos EUA.
Em entrevista concedida na biblioteca de sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou ainda que os Estados Unidos podem manter ou vender o petróleo transportado pelos navios apreendidos ao largo da costa da Venezuela nas últimas semanas, acrescentando que o país também ficaria com essas embarcações. “Talvez o vendamos, talvez o mantenhamos”, disse, destacando que o petróleo poderia ser utilizado para reabastecer as reservas estratégicas norte-americanas.
Segundo Trump, os EUA implementaram no último dia 17 de dezembro um bloqueio a navios que sofreram sanções por realizar negócios com a Venezuela, especificamente no setor petrolífero. Dois navios foram apreendidos, e no domingo houve uma tentativa de apreensão de um terceiro.
O presidente declarou ainda, nessa segunda-feira (22), que nunca houve uma frota naval tão grande na região, com o objetivo de controlar a entrada e saída de navios petroleiros venezuelanos.
Trump acusa Nicolás Maduro de financiar a produção de drogas com recursos obtidos a partir da venda do petróleo do país. De acordo com a administração norte-americana, Maduro seria o líder do chamado Cartel dos Sóis, grupo que se dedicaria ao “narcoterrorismo, tráfico de seres humanos, assassinatos e raptos”.
“Ele não é nosso amigo”, afirmou Trump durante a entrevista em Mar-a-Lago.