A técnica inovadora utiliza células-tronco iPSC para substituir células neurais danificadas ou mortas em decorrência da lesão.
O primeiro tratamento regenerativo para lesões na medula espinhal (LME) acaba de entrar na fase de testes em humanos. Desenvolvida pela empresa chinesa de biotecnologia XellSmart, a terapia com células-tronco de pluripotência induzida (iPSC) foi aprovada nesta semana para ensaios clínicos de Fase I.
A técnica inovadora utiliza células-tronco iPSC para substituir células neurais danificadas ou mortas em decorrência da lesão. Além de reparar os danos, o tratamento busca estimular o crescimento de novas células, essenciais para a restauração das funções motoras e sensoriais comprometidas.
Segundo a XellSmart, mais de 15 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com lesões na medula espinhal, causadas principalmente por acidentes de trânsito, quedas graves, traumas esportivos e acidentes de trabalho. Essas lesões podem resultar em paralisia ou incapacidades severas.
Até hoje, os tratamentos disponíveis são limitados a intervenções cirúrgicas e reabilitação, com foco apenas na melhora parcial da qualidade de vida. A expectativa é que, se os ensaios clínicos tiverem sucesso, a terapia possa ser oferecida em larga escala dentro de sete anos.