Paralisação começou nesta sexta-feira (11) após negociações sem acordo; Amazonas está entre as regiões com adesão.
Trabalhadores dos Correios iniciaram nesta sexta-feira (11) uma greve por tempo indeterminado em todo o país. A decisão foi aprovada em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10) e divulgada pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). Segundo a entidade, sindicatos de diferentes estados aderiram ao movimento, incluindo o Amazonas.
A greve ocorre após meses de negociações sem acordo entre representantes dos trabalhadores e a direção da empresa. Um dos principais pontos de impasse é o plano de saúde dos funcionários. De acordo com a Findect, a categoria rejeita mudanças propostas no benefício e afirma que as tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) não chegaram a uma solução.
“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, informou a federação.
Até o momento, os Correios ainda não divulgaram um posicionamento oficial sobre os impactos da paralisação nos atendimentos e nas entregas. Na Paraíba, segundo o sindicato local, apenas serviços administrativos internos estariam funcionando. Não há confirmação sobre como será o funcionamento em outras regiões do país.
A greve ocorre em meio à crise financeira enfrentada pelos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. Apesar disso, o resultado do segundo trimestre foi melhor do que os registrados nos dois períodos anteriores.
Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser concluído até 15 de setembro. A operação deve envolver um consórcio de instituições financeiras, após a empresa já ter recebido R$ 12 bilhões em crédito no fim de 2025.
Entre as entidades que aderiram à paralisação está o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Amazonas (Sintect-AM). A greve também alcança sindicatos de estados como Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Toc