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Toyota nega compra da Neta Auto e startup chinesa caminha para a falência

A possível aquisição parecia vantajosa para ambos os lados: enquanto a montadora japonesa ganharia agilidade na produção de elétricos, a Neta encontraria uma tábua de salvação em meio à sua grave crise financeira.

14 de Maio de 2025

 

Rumores de que a Toyota estaria em negociações para adquirir a Neta Auto, startup chinesa de carros elétricos, agitaram o mercado automotivo nos últimos dias, especialmente diante do contexto de aceleração da eletrificação na China. A possível aquisição parecia vantajosa para ambos os lados: enquanto a montadora japonesa ganharia agilidade na produção de elétricos, a Neta encontraria uma tábua de salvação em meio à sua grave crise financeira.

No entanto, as especulações foram rapidamente desmentidas por ambas as empresas. O diretor de comunicações de marca da Toyota China, Xu Yiming, foi categórico: “Nunca ouvimos falar desse assunto e pedimos ajuda para esclarecer esse boato”, afirmou em declaração à imprensa. A Neta também divulgou nota negando qualquer tipo de conversa com a gigante japonesa.

Com o rumor dissipado, o futuro da Neta parece cada vez mais sombrio. A empresa, fundada em 2014 pela Hozon New Energy Auto e que atualmente comercializa seus veículos no Brasil, enfrenta um processo de falência em andamento na China. O pedido já tramita no Tribunal Popular Intermediário da cidade de Jiaxing, na província de Zhejiang, segundo a Plataforma Nacional de Divulgação de Informações sobre Falências Empresariais da China.

Pelo processo judicial chinês, a empresa tem poucos dias para contestar o pedido. Caso não haja objeção aceita, terá até seis meses para apresentar um plano de reorganização — algo que, diante da atual situação financeira, parece improvável.

A queda da Neta foi vertiginosa. Em 2023, a montadora chegou a ser avaliada em 42,3 bilhões de yuans (cerca de R$ 32,5 bilhões). No início de 2025, esse valor havia despencado 80%, para apenas 6 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 4,64 bilhões). As vendas acompanharam a derrocada: de 64.500 unidades vendidas em 2024 para apenas 110 em janeiro deste ano.

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