Trump adia pela terceira vez o prazo para ByteDance vender operação americana.
O futuro do TikTok nos Estados Unidos foi mais uma vez adiado. O presidente Donald Trump anunciou, na noite da última quinta-feira (19), uma nova prorrogação de 90 dias para que a ByteDance, empresa chinesa responsável pelo aplicativo, encontre um comprador não chinês para sua operação americana. Com isso, o TikTok ganha sobrevida até 17 de setembro, evitando por ora ser banido do país.
A decisão, publicada na rede Truth Social, marca a terceira postergação desde que o Congresso aprovou, em 2024, uma lei exigindo que a ByteDance reduza sua participação no TikTok nos EUA para no máximo 20%, transferindo o controle majoritário a investidores ocidentais, medida justificada por preocupações de segurança nacional.
Até o momento, no entanto, o governo americano não apresentou provas concretas de que o TikTok facilite acesso a dados sensíveis por parte do governo chinês ou manipule conteúdo na plataforma.
Uma possível solução chegou a ser discutida em abril, envolvendo uma reestruturação com a Oracle, que já armazena dados do TikTok nos EUA, assumindo o controle da operação em parceria com o fundo Blackstone ou o bilionário Michael Dell. A proposta previa reduzir a participação chinesa de 40% para os 20% exigidos pela legislação. Porém, a crescente tensão comercial entre EUA e China travou o avanço das negociações.
Trump, de olho no eleitorado jovem, tenta evitar o banimento completo da plataforma, medida considerada impopular entre os mais de 170 milhões de usuários do TikTok no país. A ByteDance afirma seguir comprometida em encontrar uma solução viável que garanta a permanência do aplicativo nos Estados Unidos.
O TikTok segue como peça-chave no mercado global de publicidade digital e no ecossistema de criadores de conteúdo, com forte influência sobre a opinião pública e as dinâmicas culturais nas redes sociais.