Volume negociado atinge R$ 7,17 bilhões e supera desempenho de 2023.
As vendas de títulos públicos a pessoas físicas por meio do Tesouro Direto bateram recorde para meses de outubro, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (26). No mês passado, foram vendidos R$ 7,17 bilhões em papéis, alta de 4,59% em relação a setembro (R$ 6,86 bilhões) e de 27,03% na comparação com outubro de 2023. O maior volume mensal da série histórica continua sendo o de março deste ano, quando as vendas somaram R$ 11,69 bilhões.
Os títulos mais procurados pelos investidores em outubro foram os atrelados à taxa básica de juros, que representaram 48,1% das vendas. Em seguida aparecem os papéis corrigidos pela inflação (IPCA), com 32,2%, e os prefixados, que responderam por 10,6%. Já o Tesouro Renda+, voltado à aposentadoria, representou 7,2% das vendas; enquanto o Tesouro Educa+, criado em 2023, somou 1,9%.
O aumento da procura por títulos vinculados à Selic reflete o nível elevado da taxa, que passou de 10,5% ao ano em setembro de 2023 para 15% ao ano. A busca por papéis atrelados à inflação também cresceu diante da expectativa de alta do índice oficial nos próximos meses.
O estoque total do Tesouro Direto superou, pela primeira vez, a marca de R$ 200 bilhões, alcançando R$ 200,97 bilhões no fim de outubro, avanço de 2,89% frente a setembro (R$ 180,35 bilhões) e de 36,68% em relação a outubro do ano passado (R$ 145,39 bilhões). A alta reflete os juros incidentes e o fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 3,71 bilhões no período.
O número de investidores também cresceu: 238.716 novos participantes ingressaram no programa em outubro, totalizando 33.766.759 cadastrados, aumento de 11,7% em 12 meses. O total de investidores ativos chegou a 3.257.794, alta de 20,7% em um ano. As vendas seguem concentradas entre pequenos investidores: operações de até R$ 5 mil representaram 80,2% do total, sendo que 56,2% foram aplicações de até R$ 1 mil. O valor médio por operação ficou em R$ 7.631,62.
A preferência continua voltada para títulos de curto prazo: papéis com vencimento de até cinco anos corresponderam a 54,9% das vendas; os prazos entre cinco e dez anos, 27,3%; e os de mais de dez anos, 17,7%.
Criado em 2002 para democratizar o acesso a títulos públicos, o Tesouro Direto permite que pessoas físicas invistam diretamente via internet. Os papéis são usados pelo governo para captar recursos destinados ao pagamento de dívidas e outras obrigações. O balanço completo está disponível no portal Tesouro Transparente.