Economia

Surto de gripe aviária nos EUA faz exportação de ovos do Brasil disparar mais de 800%

Desde fevereiro, os EUA passaram a importar ovos brasileiros para consumo humano — até então, o produto era destinado apenas à indústria pet do país.

12 de Maio de 2025
Foto: Foto: Rodrigo Felix Leal

 

As exportações brasileiras de ovos para os Estados Unidos cresceram 816% entre janeiro e abril deste ano, saltando de 608 toneladas em 2023 para 5,5 mil toneladas no mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (12) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Desde fevereiro, os EUA passaram a importar ovos brasileiros para consumo humano — até então, o produto era destinado apenas à indústria pet do país. A mudança ocorre em meio ao surto de gripe aviária que atinge os Estados Unidos, provocando a morte de milhares de aves e elevando o preço dos ovos a níveis recordes.

Enquanto isso, no Brasil, a gripe aviária ainda não atingiu granjas comerciais. A segurança sanitária, aliada ao aumento da demanda internacional, impulsionou as vendas externas. No total, o país exportou 13 mil toneladas de ovos no quadrimestre, crescimento de 133,8% em relação ao mesmo período de 2023. A receita no período chegou a US$ 28,3 milhões, alta de 152,6%.

Somente em abril, as exportações brasileiras somaram 4,3 mil toneladas — aumento de 271% na comparação anual. Os Estados Unidos lideraram as compras, com 2,8 mil toneladas e receita de US$ 6,3 milhões.

Outros destinos importantes foram:

Japão: 371 toneladas (+298,9%), com receita de US$ 777 mil (+299,7%);

México: 242 toneladas, país que volta a figurar entre os principais compradores;

Chile: 638 toneladas (-11,7%), com receita de US$ 1,58 milhão (-8,4%);

Uruguai: 83 toneladas (+18,6%), com receita de US$ 406 mil (+61,6%);

União Europeia: 22 toneladas (+64%), com receita de US$ 30 mil (-21,6%);

Libéria: 15 toneladas (+36,7%), com receita de US$ 40 mil (+51,9%).

Apesar da alta internacional, os consumidores brasileiros sentiram o impacto nos preços internos nos primeiros meses do ano, puxados pela Quaresma e pelo aumento do custo do milho. Em abril, no entanto, os preços começaram a recuar — a inflação do produto caiu 1,3% em relação a março, segundo o IBGE. Mesmo assim, a alta acumulada nos últimos 12 meses ainda é de 16,7%.

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