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Superpluma do manto profundo pode estar rachando a África

A descoberta desafia teorias anteriores que atribuíam o fenômeno a fontes térmicas menores e mais superficiais.

16 de Maio de 2025
Foto: Reprodução

 

Uma gigantesca bolha de rocha quente vinda das profundezas da Terra pode estar dividindo o continente africano em dois. É o que revela um novo estudo publicado na revista Geophysical Research Letters, que aponta a existência de uma superpluma — uma coluna de material quente e denso que sobe da fronteira entre o núcleo e o manto terrestre — como principal força por trás do rompimento da crosta no leste da África.

A descoberta desafia teorias anteriores que atribuíam o fenômeno a fontes térmicas menores e mais superficiais. Segundo os pesquisadores, essa superpluma estaria alimentando a intensa atividade vulcânica e os terremotos recorrentes no Vale do Rift, uma das regiões geologicamente mais instáveis do planeta.

O Sistema de Rift da África Oriental é o maior conjunto de rachaduras continentais do mundo e está, lentamente, dividindo a África em dois blocos tectônicos. A nova pesquisa, liderada pelo professor Fin Stuart, da Universidade de Glasgow, lança luz sobre a real origem dessa separação.

Para investigar o processo, a equipe analisou proporções de gases nobres — como hélio e neon — presentes em amostras de magma. Esses elementos atuam como marcadores da profundidade de onde o material magmático se origina. Enquanto nas camadas superiores do manto os gases mais leves se dissipam ao longo de bilhões de anos, nas zonas profundas suas proporções permanecem quase inalteradas desde a formação do planeta.

Os resultados indicam que o magma associado ao Rift tem origem muito mais profunda do que se imaginava, sugerindo que uma estrutura vinda diretamente da base do manto está por trás da fragmentação da crosta africana.

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