Domingo, (13 de Setembro de 2026)
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Suécia realiza eleição acirrada marcada por imigração e custo de vida

Pesquisas apontam leve vantagem da centro-esquerda, enquanto segurança e desigualdade dominam campanha.

Por: Portal Amz em Pauta
13 de Setembro de 2026
Foto: Denis Balibouse / Reuters

Os suecos vão às urnas neste domingo (13) em uma eleição geral marcada pela disputa apertada entre a oposição de centro-esquerda, liderada pelos social-democratas de Magdalena Andersson, e a coalizão de centro-direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson. A campanha foi dominada por temas como imigração, perda de poder de compra, desigualdade social e segurança, em meio às tensões provocadas pela proximidade geográfica com a Rússia.

Durante meses, pesquisas indicavam vantagem mais confortável para o bloco de centro e esquerda. Nas últimas semanas, porém, a coalizão governista reduziu a diferença. As três sondagens mais recentes citadas pela France Presse apontam o bloco de esquerda e centro com quase 50% das intenções de voto, contra cerca de 47% das quatro legendas de direita.

Kristersson governa com apoio dos Democratas da Suécia, partido de perfil anti-imigração. O bloco de direita defende a continuidade de políticas de combate à criminalidade e o endurecimento das regras migratórias. Segundo analistas, porém, temas que tiveram grande peso na eleição de 2022, como criminalidade e preços da energia, perderam espaço entre as principais preocupações dos eleitores.

A centro-esquerda concentrou sua campanha no aumento das desigualdades e na redução do poder de compra da população. Entre as propostas apresentadas estão aumento de impostos sobre bancos e rendas mais altas, investimentos em saúde e educação e criação de apoio financeiro para famílias.

“Acho que a Suécia mudou e que está muito mais dividida. É necessário melhorar o sistema de saúde e a proteção social”, declarou à agência de notícias AFP Hanna Justine Hallbom, de 46 anos, que trabalha na indústria da moda.

Magdalena Andersson afirmou que a eleição representa uma escolha sobre os rumos do país. A líder social-democrata disse que os eleitores precisam decidir entre o fortalecimento do modelo de proteção social e um eventual governo com participação mais direta dos Democratas da Suécia.

Em 2022, o partido anti-imigração tornou-se a segunda maior força política do país, com quase 20% dos votos. Caso o bloco de direita vença novamente, a sigla espera integrar formalmente o governo pela primeira vez, após quatro anos de apoio parlamentar. Kristersson já indicou a possibilidade de conceder ministérios ao partido, incluindo a área de imigração.

A segurança externa também ganhou espaço na reta final da campanha. Dias antes da votação, a fundação Expo informou que uma funcionária dos Democratas da Suécia no Parlamento havia compartilhado conteúdos pró-Rússia. Diante do episódio, Kristersson declarou: “Estamos em plena guerra na Europa”. E acrescentou: “Não podemos ter no Parlamento pessoas que divulgam discursos pró-Rússia”.

Com pesquisas próximas e diferenças pequenas entre os blocos, a votação deste domingo deve definir não apenas a continuidade ou mudança do governo, mas também o grau de influência que os Democratas da Suécia poderão exercer na próxima administração.

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