Recurso será cobrado à parte e terá divisão de receita com artistas e compositores
O Spotify anunciou uma parceria com a Universal Music Group para permitir que usuários criem covers, versões e remixes de músicas com inteligência artificial. A nova função, divulgada na quinta-feira (21), terá uma tarifa adicional à assinatura padrão e será aplicada apenas a artistas que autorizarem o uso de suas obras.
Segundo a plataforma, tanto o intérprete original quanto o compositor receberão parte da receita gerada pelos conteúdos criados pelos fãs.
"Pela primeira vez, os fãs poderão criar legalmente versões e remixes a partir dos catálogos dos artistas e compositores participantes, de modo que tanto o artista original quanto o compositor compartilhem o valor criado", disse Charlie Hellman, chefe de música do Spotify, durante o dia do investidor da companhia.
Até agora, o Spotify proibia músicas geradas com inteligência artificial a partir da obra de artistas sem autorização expressa. O acordo coloca a plataforma em concorrência com aplicativos de música com IA, como Suno e Udio. Hellman afirmou que a função oferecerá a artistas e compositores "uma fonte de receita completamente nova, além do que já ganham no Spotify".
O diretor-executivo da Universal Music Group, Lucian Grainge, classificou a iniciativa como "firmemente centrada no artista, baseada em uma IA responsável", e afirmou que ela "impulsionará o crescimento de todo o ecossistema".
Durante o evento, o Spotify também anunciou o serviço Reserved, que dará a assinantes pagos acesso antecipado à compra de ingressos para shows de seus artistas favoritos. A novidade será lançada este ano nos Estados Unidos e deverá chegar depois a outros mercados. Os fãs serão selecionados com base nos dados de escuta e terão cerca de 24 horas para comprar até dois ingressos por meio de uma plataforma parceira.