Com a resolução, a Starlink se compromete a exigir comprovante de identidade e de residência de todos os novos assinantes na Amazônia Legal.
A partir de janeiro de 2026, garimpeiros ilegais na Amazônia perderão o acesso à internet via satélite da Starlink, serviço da empresa SpaceX, de Elon Musk. A medida faz parte de um acordo firmado entre a companhia e o Ministério Público Federal (MPF) para coibir atividades criminosas na região.
Com a resolução, a Starlink se compromete a exigir comprovante de identidade e de residência de todos os novos assinantes na Amazônia Legal, medida que visa dificultar o uso da internet por infratores em áreas de garimpo clandestino.
Além disso, a empresa também se comprometeu a bloquear o sinal de internet em pontos onde forem detectadas atividades ilegais, como mineração em terras protegidas, e a fornecer às autoridades brasileiras dados cadastrais e de geolocalização desses usuários.
“A proposta é garantir que o serviço não continue sendo usado como ferramenta para crimes ambientais”, destacou o MPF em nota oficial. A Starlink opera com milhares de satélites de órbita baixa, o que permite levar internet de alta velocidade a regiões remotas e de difícil acesso, como áreas isoladas da floresta amazônica.
Nos últimos anos, o serviço se popularizou entre garimpeiros ilegais, que o utilizavam para coordenar operações clandestinas e escapar da fiscalização. O acordo é visto como um avanço no combate aos crimes ambientais na região. A íntegra do documento pode ser acessada no site oficial do MPF.