Saúde

Setembro Amarelo reforça diálogo e coragem para buscar saúde mental

Campanha destaca valorização da vida e necessidade de quebrar tabus.

12 de Setembro de 2025
Foto: Divulgação / Internet

O Setembro Amarelo volta a colocar em evidência a importância de falar sobre saúde mental e de derrubar barreiras que ainda afastam as pessoas do cuidado psicológico. Mais do que uma campanha de prevenção ao suicídio, a iniciativa nacional valoriza a vida e convida toda a sociedade a refletir sobre o acolhimento e o apoio a quem enfrenta sofrimento emocional.

Muitas pessoas ainda carregam bloqueios emocionais que dificultam o ato de pedir ajuda. O medo do julgamento, a vergonha e os tabus em torno do tema afastam indivíduos de um acompanhamento essencial.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, e 1 em cada 8 convive com algum transtorno mental, reforçando a urgência de ampliar o acesso a cuidados.

O preconceito em buscar um psicólogo muitas vezes nasce da falta de informação e de crenças culturais que associam a terapia a “loucura” ou “fraqueza”, além do medo de se expor. Essa visão equivocada faz com que cuidar da mente pareça menos importante do que cuidar do corpo, perpetuando o sofrimento silencioso.

“Muitas vezes, o peso da cobrança social e a falta de informação fazem com que o sofrimento seja escondido. Precisamos mostrar que pedir ajuda é um ato de coragem e não de fraqueza”, afirma Raquel Ribeiro Hernandes, psicóloga da Hapvida. Para ela, a conscientização começa pela escuta e pelo acolhimento, e a quebra de estigmas exige abertura para conversas sem julgamentos.

Entre as soluções, especialistas indicam o diálogo dentro das famílias, a criação de redes de apoio nas comunidades e a ampliação de políticas públicas voltadas à saúde mental. Espaços de acolhimento são fundamentais para que o cuidado psicológico se torne parte natural da vida.

O investimento social também é um ponto central. A OMS destaca que, a cada 1 dólar investido em tratamento para depressão e ansiedade, há um retorno de 4 dólares em produtividade e qualidade de vida. Cuidar da mente, portanto, não é apenas uma necessidade individual, mas uma estratégia de desenvolvimento coletivo.

Neste mês de conscientização, a mensagem é clara: procurar apoio psicológico é um gesto de força e autocuidado. O Setembro Amarelo lembra que falar, ouvir e acolher salvam vidas e que a saúde mental é um direito de todos.

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