Política

Senado aprova isenção do IR para quem ganha até dois salários

Texto agora vai à sanção; mudança começa a valer em maio de 2026.

07 de Agosto de 2025
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após cerca de 48 horas de obstrução promovida pela oposição, o Senado aprovou nesta quinta-feira (7) o projeto de lei que isenta do pagamento do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores que ganham até dois salários-mínimos, o equivalente a R$ 3.036. A proposta agora segue para a sanção presidencial. A nova faixa de isenção passará a valer a partir de maio do calendário de 2026.

O PL 2.692/2025 foi apresentado pelo deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, e substitui a medida provisória 1.294/2025, editada pelo governo federal, que perderia a validade na próxima segunda-feira (11). Caso isso ocorresse, contribuintes com renda mensal média de R$ 2.606 voltariam a ser obrigados a pagar o IR.

A proposta foi aprovada em votação simbólica, sem manifestações contrárias. O relator da matéria no Senado, o líder do governo Jacques Wagner (PT-BA), comemorou o resultado e reforçou a intenção de ampliar a política de isenção.

“Depois, trabalharemos para aprovar a proposta de estender a isenção para quem ganha até R$ 5 mil. Seguimos trabalhando por mais justiça social e fiscal”, explicou o relator.

O projeto que amplia a isenção para até R$ 5 mil ainda está em tramitação na Câmara, aguardando votação no plenário. O texto, que já passou por uma Comissão Especial, também prevê a redução gradual das alíquotas do IR para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

A isenção é uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação no Senado foi inicialmente adiada devido à ocupação das mesas diretoras dos plenários da Câmara e do Senado por parlamentares da oposição. O protesto foi motivado pela decretação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado e investigado por obstrução do processo penal, com acusações ligadas a medidas dos Estados Unidos contra o Brasil e à sanção da Casa Branca contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente nega todas as acusações.

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