Cinema

Seis filmes disputam vaga para representar o Brasil no Oscar 2026

Entre os favoritos está O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura.

13 de Setembro de 2025
Foto: Victor Jucá / Divulgação

Na próxima segunda-feira (15), a Academia Brasileira de Cinema vai anunciar qual será o longa-metragem escolhido para disputar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2026. A expectativa é maior neste ano, já que o país vive um momento histórico após a conquista inédita do prêmio pelo filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na edição passada.

Com obras plurais e criativas, o cinema nacional mostra força e diversidade. Entre os seis finalistas, dois se destacam pelo viés político, abordando períodos de repressão e resistência.

Um dos favoritos é “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, aclamado no Festival de Cannes 2025, onde venceu os prêmios de Melhor Filme da Crítica e Melhor Ator para Wagner Moura. Ambientado em 1977, durante a ditadura militar, o longa acompanha Marcelo, um professor de tecnologia que tenta recomeçar a vida em Recife, mas acaba mergulhado em um universo de espionagem e paranoia.

Outro forte candidato é “O Último Azul”, que recebeu o Prêmio da Crítica em Berlim neste ano. O longa apresenta uma alegoria distópica sobre regimes autoritários, sem situar a narrativa em uma época específica. Na trama, idosos são condenados ao isolamento, revelando um ambiente de opressão e resistência.

Histórias de denúncia social também estão na disputa. A diretora Mariana Brennand concorre com “Manas”, inspirado em casos de exploração sexual infantil na Ilha do Marajó (PA). Exibido em Cannes, o filme foi premiado por sua relevância social, ao acompanhar Tielle (Jamilli Corrêa), uma menina de 13 anos que vive em palafitas e enfrenta pobreza e vulnerabilidade.

Do Rio de Janeiro, “Kasa Branca”, de Luciano Vidigal, já coleciona prêmios em festivais nacionais. Inspirado em histórias reais, retrata a vida na Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, acompanhando três adolescentes, Dé, Adrianim e Martins, e a relação afetiva de Dé com sua avó Dona Almerinda (Teca Pereira), que enfrenta o mal de Alzheimer.

Na vertente dos retratos urbanos, o filme “Baby”, de Marcelo Caetano, se passa em São Paulo. Exibido em uma mostra paralela em 2024, rendeu a Ricardo Teodoro o prêmio de Melhor Ator. A trama aborda juventude, masculinidade e crítica social em cenários urbanos.

Fechando a lista, “Oeste Outra Vez”, de Érico Rassi, é um faroeste sertanejo ambientado no interior de Goiás, que mostra homens rudes e frágeis em conflito, com rivalidades violentas que remetem à tradição do gênero, mas com identidade brasileira.

A Academia Brasileira de Cinema divulgou na segunda-feira (8) a lista dos seis filmes finalistas, que agora aguardam a escolha oficial para representar o Brasil no Oscar 2026.

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