O próximo passo será iniciar a produção em larga escala, consolidando o curauá como alternativa sustentável para o Amazonas
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) recebeu, nesta segunda-feira (17), representantes do Instituto Raízes Amazônicas (Rama) para discutir a estruturação de um modelo de negócio sustentável baseado no cultivo do curauá. O projeto visa atender às crescentes demandas do Polo Industrial de Manaus e contribuir para a bioeconomia na região.
O secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, reafirmou o apoio do Estado à iniciativa, destacando seu potencial para promover a sustentabilidade e o crescimento econômico. “Estamos de total apoio nesta iniciativa e não que possamos ajudar, estamos à disposição”, afirmou.
O pesquisador José Luiz Zanirato Maia, do Instituto Rama, ressaltou a necessidade de produção de mudas para viabilizar o cultivo em larga escala. Segundo ele, o curauá tem grande potencial para as indústrias automotiva, têxtil e de construção civil, mas a cadeia produtiva depende da expansão da matéria-prima.
A proposta prevê a implantação de uma estufa no interior do Amazonas e a criação de um laboratório de micropropagação com capacidade inicial para um milhão de mudas mensais, podendo alcançar até 5 milhões por mês. Além da fibra, a planta gera subprodutos valiosos, como bromelina e mucilagem, utilizados nas indústrias farmacêuticas e de alimentação animal.
O projeto será apresentado em reunião da Câmara da Agroindústria, promovida pela Sedecti, no dia 27 de março, na Escola Superior de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Amazonas (ESO/UEA), em Manaus. A programação abordará os estudos mais recentes sobre a cultura do curauá e sua aplicação na bioeconomia.
Desde 2023, a Sedecti acompanha de perto o desenvolvimento da iniciativa, que conta com o apoio de diversos órgãos governamentais e não governamentais. O próximo passo será iniciar a produção em larga escala, consolidando o curauá como alternativa sustentável para o Amazonas.