Saúde

Saúde propõe inclusão de vacina contra herpes-zóster no SUS

Ministro Alexandre Padilha afirma que imunizante é prioridade e aguarda avaliação da Conitec.

25 de Abril de 2025
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O Ministério da Saúde encaminhou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) um pedido de avaliação para a inclusão da vacina contra o herpes-zóster na rede pública de saúde. 

Em nota oficial, a pasta informou que aguarda o parecer técnico da comissão para definir os próximos passos sobre a possível incorporação da dose ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

“A incorporação de uma nova vacina ao SUS envolve diversas etapas, como a identificação da demanda, análise técnico-científica, avaliação de viabilidade e pactuação entre as três esferas de gestão: União, estados e municípios.” 

Em vídeo publicado na rede social X (antigo Twitter), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que tornar a vacina acessível à população é uma das prioridades da pasta. 

“É uma vacina de boa qualidade, mas é muito difícil as pessoas terem acesso. Muita gente não sabe da existência dela. Pode ter certeza: é uma prioridade nossa, enquanto ministro da Saúde, que essa vacina possa estar no SUS e que a gente possa fazer grandes campanhas de vacinação para as pessoas que têm indicação para receber essa vacina.” 

O que é o herpes-zóster 

Conhecida popularmente como cobreiro, a herpes-zóster é causada pelo vírus varicela-zoster (VVZ), o mesmo da catapora. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus pode permanecer inativo no organismo e ser reativado na fase adulta, principalmente em pessoas com imunidade comprometida. 

“A reativação ocorre na idade adulta ou em pessoas com imunidade comprometida, como as portadoras de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), câncer, aids, transplantadas e outras.” 

“Excepcionalmente, há pacientes que desenvolvem herpes-zóster após contato com doentes de varicela e, até mesmo, com outro doente de zóster, o que indica a possibilidade de uma reinfecção em paciente já previamente imunizado. É também possível uma criança adquirir varicela por contato com doente de zóster.” 

Principais sintomas 

Os sintomas geralmente surgem antes das lesões na pele e incluem: 

• dores nos nervos (nevrálgicas); 

sensação de formigamento ou dormência (parestesias); 

ardor e coceira localizados; 

febre; 

dor de cabeça; 

mal-estar geral. 

Possíveis complicações 

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença pode evoluir para quadros mais graves, como: 

ataxia cerebelar aguda, que afeta equilíbrio e coordenação motora; 

baixa de plaquetas (trombocitopenia); 

infecções bacterianas secundárias na pele, como impetigo, abscessos e erisipela, podendo evoluir para infecções generalizadas (sepse); 

• síndrome de Reye, especialmente em crianças que usaram AAS; 

infecção fetal durante a gestação, que pode causar malformações; 

formas graves da varicela em pessoas imunossuprimidas; 

dor persistente após o desaparecimento das lesões (nevralgia pós-herpética), mais comum em mulheres e em casos com comprometimento do nervo trigêmeo. 

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