Lavrov afirma que posição russa em negociações de paz será alterada após acusação.
A Rússia acusou a Ucrânia de atacar uma das casas do presidente Vladimir Putin, localizada na região de Novgorod, a cerca de 500 quilômetros ao norte de Moscou. Segundo o governo russo, o episódio terá impacto direto nas negociações para um acordo de paz no conflito entre os dois países.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, o suposto ataque foi realizado com 91 drones de longo alcance, que teriam sido destruídos pelas defesas aéreas russas. O chanceler afirmou que não houve danos materiais nem vítimas, mas ressaltou que as Forças Armadas da Rússia já preparam ações de retaliação.
O governo ucraniano negou qualquer envolvimento e classificou a acusação como uma tentativa de sabotar as negociações de paz. O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelensky, declarou que a alegação russa é “uma completa invenção” e representa uma recusa do Kremlin em adotar medidas necessárias para encerrar a guerra.
A acusação russa ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunir com Zelensky na Flórida. Após o encontro, Trump afirmou que estava muito próximo de fechar um plano de paz para a Ucrânia.
Após a denúncia de Moscou, Trump se manifestou e disse que ficou “muito irritado” com o que a Ucrânia teria tentado fazer contra a residência do líder russo. O presidente norte-americano afirmou que o momento é delicado e que não é hora para esse tipo de ação, destacando haver diferença entre ofensivas no conflito e um ataque à residência de Putin.
Trump afirmou ainda que soube da suposta tentativa de ataque durante uma conversa telefônica com Putin, que descreveu como “muito boa”.