Cultura

Roteirista amazonense leva HQs à Bienal de Quadrinhos em Curitiba

Evento integra calendário do Ano Brasil-França e destaca intercâmbio cultural e profissional.

16 de Agosto de 2025
Foto: Divulgação

Os quadrinhos amazonenses ganharão espaço de destaque nacional e internacional com a participação do roteirista Evaldo Vasconcelos, organizador da Semana do Quadrinho Nacional de Manaus, na Bienal de Quadrinhos de Curitiba, um dos maiores eventos do gênero no país.

A edição deste ano faz parte do calendário oficial do Ano Brasil-França, fortalecendo a cooperação cultural entre os dois países e abrindo oportunidades de intercâmbio artístico e profissional.

Evaldo estará acompanhado por uma comitiva de artistas do Amazonas, que levará a produção cultural da Região Norte para debates e mesas-redondas. Entre os participantes estão Leliane Sateré, pedagoga e coordenadora do projeto Quadrinhos Sateré, que forma roteiristas indígenas, e Leila Plácido, escritora e ativista cultural que representará a Comissão de Educação da ALEAM, presidida pelo deputado Alcimar Maciel.

A programação de Evaldo na Bienal inclui painéis, apresentações e sessão de autógrafos. No dia 4 de setembro, ele participa do painel “Quadrinhos como Acontecimento: Festivais”, ao lado de representantes do Brasil e da França. No dia 6, apresenta o projeto “Circuito Amazônico de Quadrinhos: o primeiro circuito internacional de HQs do mundo”, e no dia 7, fará sessão de autógrafos ao lado da artista Rayanne Cardoso.

Além da visibilidade nos palcos, Evaldo participará de mesas de negócios com representantes do mercado franco-belga, entre eles editores e organizadores de festivais. Estão previstos encontros com Sylvain Crossard, da editora Gallimard BD/Sarbacane, e com Alice Rocca, do grupo Mediatoon, líder europeu em quadrinhos e animação.

Evaldo Vasconcelos é autor da série Maramunhã, que retrata a colonização da Amazônia pela perspectiva de animais e povos nativos, e idealizador do Circuito Amazônico de Quadrinhos. Para ele, o espaço é estratégico para consolidar o Amazonas como polo emergente no cenário das HQs.

A delegação também busca dar visibilidade a narrativas indígenas e regionais, fortalecendo a representatividade do Norte no mercado editorial. “O trabalho que nasce na Amazônia precisa dialogar com o mundo, e eventos como a Bienal são portas de entrada”, destacou Evaldo em declarações anteriores.

Realizada no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, a Bienal de Quadrinhos é referência nacional. Em 2025, a programação destaca a cooperação cultural Brasil-França, com convidados internacionais e debates sobre o futuro das HQs.

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