“Nem o Sinetram, nem a Prefeitura deram sinal para os trabalhadores”
A paralisação de 30% da frota de ônibus em Manaus, iniciada ontem (15), continuará nesta quarta-feira (16), segundo informou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira. A decisão foi tomada após reunião com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e a Prefeitura de Manaus, que terminou sem acordo.
“Nem o Sinetram, nem a Prefeitura deram sinal para os trabalhadores”, afirmou Givancir. Ele disse que o sindicato está disposto a negociar a retirada de até 10% dos cobradores nas linhas de menor arrecadação, mas não aceita cortes imediatos na proporção proposta pelo município.
A greve respeitará a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT 11), que determinou que 70% da frota opere nos horários de pico, das 6h às 9h e das 17h às 20h, e 50% nos demais horários. O descumprimento pode gerar multa de R$ 60 mil por hora.
O Sinetram afirmou que o encontro tratou da retirada gradual dos cobradores, em consonância com o sistema de bilhetagem eletrônica. A entidade declarou que o processo de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026 está em andamento, incluindo a discussão sobre reajuste salarial.
Segundo o Sinetram, as tratativas seguem com a apresentação de propostas por ambas as partes, buscando um equilíbrio entre a valorização dos trabalhadores e a sustentabilidade do transporte público, considerando as limitações econômicas atuais.
Na noite de terça-feira (15), o desembargador David Alves de Mello Júnior, do TRT 11, determinou a intimação urgente do sindicato laboral para esclarecer, em até 24 horas, se a paralisação será mantida. O despacho autoriza, se necessário, uso de força policial, arrombamento de portas e intimação a qualquer hora ou local dos dirigentes sindicais.