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Rodoviários anunciam nova greve em Manaus com 50% da frota parada

Categoria protesta contra retirada de cobradores e acúmulo de funções dos motoristas

02 de Julho de 2025
Foto: Divulgação

O transporte coletivo de Manaus será novamente impactado por uma greve dos rodoviários, prevista para começar à 00h01 desta sexta-feira (4). A paralisação foi aprovada em assembleia realizada no último sábado (28) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos Urbanos e Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana, que promete manter apenas 50% da frota em operação durante a mobilização.

A principal reivindicação da categoria é a crescente retirada de cobradores dos ônibus, que obriga os motoristas a acumular a função de dirigir e cobrar passagens, comprometendo a segurança e a eficiência do serviço. Segundo o sindicato, essa sobrecarga torna o ambiente de trabalho mais tenso e coloca em risco tanto os trabalhadores quanto os passageiros.

Em nota oficial, o sindicato garantiu que está seguindo todos os trâmites legais, incluindo a notificação prévia às autoridades. O presidente em exercício da entidade, Givancir de Oliveira Silva, afirmou que os rodoviários seguem abertos ao diálogo até a data da paralisação. “Estamos cumprindo os prazos estabelecidos por lei. A responsabilidade pelo impasse é das empresas”, destacou.

Até o momento, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) ainda não se pronunciou oficialmente sobre a paralisação. A expectativa é de que um posicionamento seja divulgado nas próximas horas, especialmente sobre o impacto da greve na rotina dos usuários do transporte coletivo.

Essa será a segunda paralisação dos rodoviários de Manaus em 2025. Em abril, uma greve semelhante paralisou parte do sistema de transporte e só foi encerrada após mediação do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). Na ocasião, foi firmado um compromisso de continuidade nas negociações, mas a nova mobilização mostra que os impasses persistem.

Entre as exigências, o sindicato solicitou que o Sinetram organize o remanejamento das linhas para garantir que metade da frota continue operando durante a greve. A medida busca minimizar os transtornos à população, enquanto a categoria reforça sua pressão por melhores condições de trabalho.

O sindicato também denuncia que o número de ônibus sem cobradores vem aumentando de forma silenciosa, sem diálogo com os trabalhadores. Isso, segundo a entidade, além de ampliar a sobrecarga dos motoristas, dificulta a fiscalização do pagamento de passagens e torna o serviço mais vulnerável a falhas operacionais. O sindicato, por sua vez, reforça que continuará aberto à negociação até o último momento, esperando uma solução que evite a paralisação total do serviço.

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