Sexta-Feira, (18 de Setembro de 2026)
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Rico Melquiades se retrata após investigação por possível coação eleitoral

Influenciador pediu desculpas aos trabalhadores após vídeo em que ameaçava demitir funcionária por preferência política; caso é apurado pelo MP Eleitoral, MPT e Polícia Federal.

Por: Portal Amz em Pauta
18 de Setembro de 2026
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Rico Melquiades publicou uma retratação após virar alvo de investigação por possível coação eleitoral contra funcionárias. O caso começou depois que o influenciador divulgou um vídeo em que questionava trabalhadoras sobre preferências políticas e ameaçava demitir uma delas após associá-la ao PT. O Ministério Público Eleitoral de Alagoas identificou indícios de coação eleitoral e encaminhou o episódio à Polícia Federal, enquanto o Ministério Público do Trabalho abriu um inquérito para apurar possível assédio moral no ambiente de trabalho.

Na retratação, Rico afirmou: “Hoje, eu quero vir pedir desculpa a todos os brasileiros e trabalhadores, nenhum funcionário deve sofrer nenhum tipo de coação e o direito do voto livre e secreto.” Até o momento, porém, não encontrei em fontes jornalísticas confiáveis ou em comunicado oficial disponível publicamente confirmação de que essa retratação específica tenha sido imposta formalmente pelo Ministério Público. Por isso, não é possível afirmar com segurança que ele foi “obrigado” pelo órgão a gravar o pedido de desculpas.

O episódio investigado foi publicado no sábado (12). No vídeo, Rico aparece com funcionárias e afirma que não quer petistas trabalhando em sua casa. Em determinado momento, ameaça demitir uma trabalhadora após questioná-la sobre sua preferência política. O MP Eleitoral avalia a possível incidência do artigo 301 do Código Eleitoral, que trata de violência ou grave ameaça usada para coagir alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido.

O procurador regional eleitoral de Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, afirmou que relações de emprego não podem ser utilizadas para interferir na decisão política de trabalhadores. Segundo o órgão, emprego e salário não podem servir como instrumentos para impor ou direcionar votos, e nem mesmo uma eventual alegação de brincadeira impediria a apuração do episódio.

Além da investigação eleitoral, o Ministério Público do Trabalho apura o caso sob a perspectiva de assédio moral. A Polícia Federal também deverá analisar eventual responsabilidade criminal. O MP Eleitoral reforçou que o voto é livre e secreto e que trabalhadores não são obrigados a informar aos empregadores em quem pretendem votar.

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