Ciência e Tecnologia

Redes da Meta facilitam aplicação de golpes financeiros, aponta estudo

Pesquisa revela que a Meta permite a veiculação de anúncios fraudulentos, explorando fraquezas nos processos de verificação.

07 de Fevereiro de 2025
Foto: Marcello Casal / JrAgência Brasil

O Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), divulgou um estudo nesta quarta-feira (5) destacando como as plataformas da Meta, como Facebook, Instagram e WhatsApp, estão sendo utilizadas para veicular anúncios fraudulentos e golpes financeiros no Brasil. De acordo com a pesquisa, essas redes sociais têm se tornado um terreno fértil para a prática de fraudes, com estelionatários aproveitando-se da desinformação e das ferramentas de marketing para atingir um grande número de pessoas, incluindo as mais vulneráveis. 

Entre 10 e 21 de janeiro de 2025, período analisado pelo estudo, os pesquisadores identificaram 1.770 anúncios fraudulentos, divulgados por 151 anunciantes. As fraudes estavam frequentemente ligadas à simulação de programas de benefícios governamentais e serviços financeiros falsos, como o “Resgata Brasil” e o “Benefício Cidadão”. O estudo também destacou a manipulação de imagens e vídeos, com o uso de ferramentas de inteligência artificial, como deepfakes, para enganar os usuários. 

Os pesquisadores apontaram que, apesar das políticas da Meta contra fraudes, o uso das ferramentas de segmentação de anúncios da empresa permite que golpistas atinjam o público-alvo ideal para suas fraudes. Além disso, a pesquisa evidenciou a falta de controles eficazes no processo de verificação de anunciantes, o que facilita a circulação desses conteúdos fraudulentos. 

Em resposta ao estudo, a Meta afirmou que está constantemente aprimorando suas tecnologias para combater atividades suspeitas e que recomenda que os usuários denunciem conteúdos que violem suas políticas. 

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