Saúde

Projeto de identificação de doenças é realizado na comunidade indígena Parque das Tribos

Iniciativa busca ampliar diagnóstico de tuberculose e outras doenças com apoio de várias instituições de saúde.

22 de Marco de 2025
Foto: Arthur Castro / Secom e Letícia Araújo / FVS-RCP

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) esteve presente, nesta sexta-feira (21/03), na ação de campo do projeto de investigação epidemiológica voltado para o diagnóstico de tuberculose, HIV, hepatites, sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) na comunidade indígena Parque das Tribos, localizada na zona oeste de Manaus. 

O projeto, que teve início na primeira quinzena de março, segue até este sábado (22/03) e visa intensificar o controle e diagnóstico da tuberculose na maior comunidade indígena urbana do Brasil. A ação inclui o rastreamento de aproximadamente 2,5 mil moradores da região utilizando tecnologias avançadas, como raios-X portáteis, e testes moleculares e rápidos para detecção de tuberculose ativa, latente, HIV, hepatites e sífilis. 

A pesquisa é conduzida pelo Instituto Monster de Ensino e Pesquisa, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Maria Emilia. Conta ainda com a colaboração da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus e dos profissionais de saúde da comunidade Parque das Tribos. 

Segundo Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS-RCP, "a FVS-RCP atua nessa forma colaborativa no projeto visando fortalecer as políticas públicas de saúde para as comunidades indígenas. É compromisso da Fundação atuar estrategicamente para difundir a prevenção, a importância do diagnóstico precoce e tratamento preventivo da tuberculose". 

Além do diagnóstico, a ação visa aumentar a conscientização sobre a importância da detecção precoce de doenças. Alexsandro Melo, responsável pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE) da FVS-RCP, destacou que "este projeto chega até populações com características específicas e integra as ações da campanha estadual de combate à tuberculose de 2025". Ele reforçou que "essa é mais uma ação da Fundação para incentivar e trabalhar a prevenção e o diagnóstico da doença". 

A pesquisadora Beatriz Duarte, do Instituto de Pesquisa em Populações Prioritárias (IRPP), afirmou que a pesquisa sobre a prevalência de tuberculose subclínica nas comunidades indígenas representa um avanço importante. “Estamos prestando atendimento para toda a comunidade adulta do Parque das Tribos, olhando e vendo saúde como um todo. A nossa expectativa é que seja a primeira ação de muitas em parceria do nosso Instituto com a Fundação de Vigilância, trabalhando com mais populações prioritárias”, ressaltou. 

Além disso, o projeto oferece uma oportunidade para que os moradores da comunidade participem ativamente da disseminação de informações sobre saúde. 

Ismael Munduruku, cacique do Parque das Tribos, enfatizou a relevância da pesquisa, considerando que a comunidade é a maior indígena não aldeada do mundo e a maior indígena urbana do país, com pouco mais de 5 mil habitantes. "Essa ação vem trazer solução para esse acompanhamento de problemas que podem se tornar uma epidemia. A pesquisa é muito importante para se saber como está a população", afirmou. 

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