Amazonas

Projeto capacita mais de 1.300 educadores e transforma a educação na Amazônia profunda

A iniciativa busca fortalecer o ensino em 11 redes municipais do Amazonas com foco na valorização do trabalho docente e no desenvolvimento sustentável.

24 de Fevereiro de 2025
Foto: Divulgação

O projeto “Práticas Pedagógicas Inovadoras para a Melhoria do Ensino Fundamental e Médio na Amazônia Profunda” está transformando a educação nas redes municipais do interior do Amazonas. Em 2024, a iniciativa capacitou mais de 1.300 professores, pedagogos, secretários e gestores de 10 territórios da região, por meio de ciclos de treinamento em formação continuada. Lançado em 2023, o projeto é realizado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Movimento Bem Maior (MBM). 

Com foco no fortalecimento do ensino básico, a iniciativa busca melhorar as práticas pedagógicas nas 11 redes municipais do estado ao longo de três anos, por meio de formação contínua, elaboração de materiais pedagógicos e cursos de pós-graduação. O projeto também integra as secretarias municipais para garantir cooperação técnica e a criação de uma rede colaborativa de gestores. 

Fabiana Cunha, gerente do Programa de Educação para a Sustentabilidade da FAS, destaca a importância de conectar os conteúdos ensinados em sala de aula à cultura regional. Segundo ela, isso motiva os alunos a aprenderem e contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades amazônicas. A abordagem envolve o uso de saberes tradicionais e um contato privilegiado com a natureza, valorizando a vivência local como recurso didático. 

Uma das inovações do projeto é o “Bases do Aprendizado para o Desenvolvimento Sustentável”, um guia com 60 atividades práticas que integram temas como “Desenvolvimento Comunitário”, “Saúde”, “Floresta” e “Tradições”. Além disso, o projeto inclui materiais pedagógicos como o “Bases do Aprendizado para a Alfabetização”, que aborda o vocabulário amazônico, incluindo frutos e animais típicos da região. 

Foto: Divulgação

Leandro Santos, professor na comunidade Roque, localizada na Reserva Extrativista do Médio Juruá, em Carauari, afirma que a iniciativa tem tornado os alunos protagonistas do aprendizado. Ao conectar o conteúdo escolar à sua realidade, os estudantes se tornam mais conscientes de seu território e cultura. A professora Laura Viviane, também de Carauari, elogia a abordagem inovadora, que incentivou a aplicação de atividades temáticas sobre o meio ambiente, especialmente em relação às queimadas e à estiagem, temas relevantes para seus alunos ribeirinhos. 

A FAS (Fundação Amazônia Sustentável), que atua há 16 anos na região, é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos com foco no desenvolvimento sustentável da Amazônia. Já o MBM (O Movimento Bem Maior) reúne investidores e organizações sociais com a missão de promover a equidade e o desenvolvimento sustentável no Brasil. O BNDES, com 74 anos de história, tem apoiado o projeto com foco na promoção de investimentos sustentáveis e no desenvolvimento de longo prazo no Brasil. 

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