Brasil

Professores da rede municipal de SP entram em greve por reajuste salarial

Em nota, a Prefeitura afirmou que o reajuste acumulado de 5,2% representa valorização do funcionalismo

15 de Abril de 2025
Foto: Divulgação

Os professores da rede municipal de São Paulo aprovaram greve nesta terça-feira (15), durante assembleia em frente à sede da Prefeitura. A categoria pede 44% de reajuste salarial, fim dos descontos para aposentados e melhores condições de trabalho.

A paralisação foi convocada por sindicatos ligados à Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc). A decisão ocorre em meio à proposta da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que prevê reajuste de 2,60% em 2025 e 2,55% em 2026.

Em nota, a Prefeitura afirmou que o reajuste acumulado de 5,2% representa valorização do funcionalismo. A administração alegou que gestões anteriores ofereciam apenas correções simbólicas de 0,01% ao ano, o que não ocorre desde 2023.

A gestão também declarou que houve aumento na remuneração inicial de servidores da educação e criticou a greve. Segundo a nota oficial, a interrupção das atividades prejudica o direito à educação das crianças e os esforços sociais para fortalecer o ensino público.

No fim de março, Nunes havia prometido punir professores que paralisassem atividades para participar de protestos convocados por sindicatos. O endurecimento do discurso gerou ainda mais tensão entre a administração e o funcionalismo.

Para esta quarta-feira (16), está previsto novo ato do Fórum das Entidades, que reúne servidores de várias áreas, incluindo a educação. O grupo pede 12,9% de reajuste e o fim da cobrança de 14% sobre aposentados e pensionistas.

O movimento tenta barrar a aprovação do projeto de reajuste enviado pelo prefeito à Câmara Municipal. A proposta ainda precisa passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) antes de ir ao plenário.

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