Programação inclui palestra para jovens, campanha no Carnaval e caminhada no dia 8 de março.
A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) iniciou as atividades de 2026 voltadas ao combate à violência contra a mulher, em meio ao recorde nacional de feminicídios registrado em 2025. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, superando os 1.464 registros de 2024, com média de quatro mulheres mortas por dia no país.
Presidida pela deputada Alessandra Campelo (Podemos), a Procuradoria atua como órgão legislativo de acolhimento, orientação e recebimento de denúncias de violência contra a mulher. “Neste ano, vamos trabalhar ativamente ajudando as mulheres a identificarem sinais de risco de violência antes que evoluam para a agressão física. As mulheres precisam entender que não é normal uma relação em que existam gritos, cerceamento de liberdade e controle. Isso não é amor”, afirmou.
A programação começou com uma palestra voltada à orientação e à prevenção do feminicídio. A conferência, disponibilizada de forma virtual, é direcionada especialmente a jovens de 15 a 20 anos e foi solicitada pela Instituição Arco-Íris para suas integrantes. Informações sobre as atividades podem ser obtidas junto à Procuradoria da Mulher pelo WhatsApp (92) 99400-0093.
A Procuradoria também informou que dará continuidade às ações durante o Carnaval, com panfletagem nas bandas para reforçar o enfrentamento ao assédio e à importunação sexual no período de festa. A iniciativa tem como foco orientar a população sobre a importância do consentimento e do respeito ao corpo e à vontade da mulher.
Já em março, como parte da programação pelo Dia Internacional da Mulher, está prevista uma caminhada na Praia da Ponta Negra, no dia 8, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a importância do combate à violência contra a mulher. “Neste ano, vamos trabalhar ativamente ajudando as mulheres a identificarem sinais de risco de violência antes que evoluam para a agressão física. As mulheres precisam entender que não é normal uma relação em que existam gritos, cerceamento de liberdade e controle. Isso não é amor”, reiterou a deputada Alessandra Campelo.