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Presidente interina da Venezuela anuncia criação de Plano de Defesa Nacional

Delcy Rodríguez estabelece prazo de 100 dias para apresentação do projeto.

29 de Janeiro de 2026
Foto: Juan Barreto / AFP

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou o início de uma reestruturação estratégica da segurança nacional e deu prazo de 100 dias para a elaboração e apresentação do chamado Plano de Defesa da Nação.

O anúncio foi feito durante um evento em que Rodríguez foi reconhecida como comandante-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), três semanas após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, levados para os Estados Unidos.

Durante o discurso, Rodríguez afirmou que forças externas tentaram subjugar a soberania venezuelana e pediu união entre instituições civis, militares e policiais para a construção do novo sistema defensivo. Segundo ela, o plano deverá apresentar diretrizes claras para a defesa nacional dentro do prazo estabelecido.

A presidente interina citou o líder independentista Simón Bolívar e convocou os venezuelanos a retomarem o espírito de luta para enfrentar os desafios atuais e proteger a soberania do país.

Rodríguez também anunciou a criação de um gabinete nacional para a defesa e a segurança cibernética, que ficará vinculado ao Conselho de Vice-Presidentes. O órgão será coordenado pela ministra da Ciência e Tecnologia, a cientista Gabriela Jiménez, e contará com a participação de especialistas e do Conselho Científico Militar para a proteção do espaço cibernético venezuelano.

Em sua fala, a dirigente deixou uma mensagem ao que classificou como “extremismo” interno e internacional, afirmando que o governo está aberto ao diálogo político por meio de um programa de coexistência democrática e paz, mas não tolerará novas agressões contra o país. Segundo ela, qualquer tentativa de desestabilização será enfrentada com a aplicação da lei e respeito à Constituição.

Rodríguez reiterou ainda o pedido de libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. Ambos foram capturados durante uma ofensiva norte-americana realizada em 3 de janeiro de 2026, quando os Estados Unidos anunciaram que assumiriam o controle do país até a conclusão de um processo de transição política.

Desde então, Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice-presidente, assumiu a presidência interina com o apoio das Forças Armadas. Maduro e Cilia Flores prestaram declarações em um tribunal de Nova York, onde respondem a acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Eles se declararam inocentes, e a próxima audiência está marcada para 17 de março.

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