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Presidente afastado da Coreia do Sul é preso após tentativa de Lei marcial fracassada

A prisão de Yoon Suk-yeol marca um momento histórico na Coreia do Sul, sendo a primeira vez que um presidente enfrenta tal situação

15 de Janeiro de 2025
Foto: Divulgação

O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, foi preso nesta quarta-feira (15), após decretar lei marcial em dezembro de 2024. Yoon alegou uma suposta ameaça da Coreia do Norte como justificativa, mas a medida foi amplamente condenada e resultou em seu impeachment pelo Parlamento.

A prisão ocorreu após uma tensa operação de seis horas na residência presidencial, em Seul. Mais de 1.000 policiais e agentes anticorrupção participaram da ação, enfrentando multidões de manifestantes favoráveis e contrários ao ex-presidente, além de uma barreira de segurança presidenciais.

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Yoon havia resistido a uma primeira tentativa de prisão, em 3 de janeiro, quando uma multidão de apoiadores e seguranças impediu a entrada dos policiais em sua residência. Desta vez, no entanto, a operação contou com apoio reforçado e resultou na detenção do ex-mandatário.

Desde o impeachment aprovado em 14 de dezembro, Yoon ignorou convocações para depor e permaneceu recluso, protegido pela guarda presidencial. O chefe interino do Serviço de Segurança Presidencial, Kim Sung-hoon, também foi preso durante a operação.

A declaração de lei marcial, que suspendeu direitos fundamentais e restringiu atividades políticas, mergulhou a Coreia do Sul em uma crise política sem precedentes. Investigações apontam que altos oficiais militares também participaram do plano, incluindo Moon Sang-ho, comandante da Inteligência de Defesa, acusado de insurreição.

Grupos de manifestantes se reuniram do lado de fora da residência oficial. Opositores de Yoon celebraram sua prisão, enquanto apoiadores gritavam palavras de ordem em sua defesa. A tensão ilustra a divisão política causada pelo ex-presidente, que chegou ao poder em 2022 com apoio conservador.

A prisão de Yoon Suk-yeol marca um momento histórico na Coreia do Sul, sendo a primeira vez que um presidente enfrenta tal situação. O caso segue sob análise do Tribunal Constitucional, que deve decidir sobre a confirmação do impeachment.

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