Nielsen disse que conflito é improvável, mas não pode ser descartado após falas de Trump.
O chefe de governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen (esq.), e a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, em coletiva de imprensa em Copenhague. 13/01/2026.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu nesta terça-feira (20) que a população da ilha comece a se preparar para uma possível invasão militar dos Estados Unidos. Em entrevista coletiva, ele afirmou que autoridades locais também estão adotando medidas preventivas diante da escalada de tensão causada pelo presidente americano, Donald Trump.
Segundo Nielsen, a possibilidade de ação militar é considerada improvável, mas não está descartada. “O líder do outro lado (Donald Trump) deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada. Portanto, devemos estar preparados para tudo. Mas precisamos enfatizar que a Groenlândia faz parte da aliança ocidental, a Otan, e se houver uma escalada ainda maior, isso também terá consequências para todo o mundo exterior”, declarou.
Também nesta terça, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que “o pior ainda está por vir” ao comentar a investida de Trump.
Já Trump voltou a defender o controle da Groenlândia e se recusou a descartar o uso da força para tomar o território, que é ligado à Dinamarca, integrante da Otan. A pressão americana tem provocado reação de países europeus e ampliado o temor de que a crise afete a estabilidade da aliança militar ocidental.