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Prefeito de Criciúma vive um dia disfarçado de morador de rua

Vaguinho Espíndola passou 20 horas na pele de sem-teto e anunciou novas medidas sociais

28 de Agosto de 2025
Foto: Divulgação

O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PSD), decidiu se disfarçar de morador em situação de rua para avaliar como estavam sendo oferecidos os serviços de assistência no município. A experiência ocorreu no último dia 10, quando o gestor utilizou barba e peruca postiças, roupas rasgadas e maquiagem para circular anonimamente pelas ruas da cidade.

Durante cerca de 20 horas, Espíndola recebeu moedas em um semáforo, totalizando R$ 6, além de alimentos e café doados por moradores. Um dos momentos mais marcantes foi quando sua esposa e os filhos passaram por ele sem reconhecê-lo. “Foi quando senti a sensação terrível de ser invisível”, declarou ao jornal O Estado de S. Paulo.

O prefeito percorreu pontos de concentração de pessoas em situação de rua, como a região do Pinheirinho, onde há registros de tráfico de drogas. Chegou a dormir sob a marquise de uma igreja, até ser abordado por integrantes da equipe de assistência social do município, que o identificaram. A ação foi acompanhada à distância por um fotógrafo da prefeitura.

Segundo Espíndola, a vivência revelou que, embora nem todos cheguem às ruas por causa das drogas, o vício é o principal fator que impede a saída delas. “Posso afirmar que a droga não é o motivo principal para a pessoa ir para a rua, mas é 100% o motivo para elas não saírem da rua”, avaliou.

Atualmente, Criciúma mantém serviços como casas de passagem, onde são oferecidos alimentação, banho, acolhimento e treinamento até a reinserção no mercado de trabalho. Desde o início de 2024, o número de moradores de rua na cidade caiu de 280 para 170, de acordo com dados da prefeitura.

Após a experiência, o prefeito anunciou que encaminhará à Câmara Municipal um projeto de lei para autorizar a internação involuntária de dependentes químicos em situação de rua. Segundo ele, 50 vagas em clínicas estão em processo de credenciamento. “Não se trata apenas de tirar das ruas, mas de dar tratamento, trabalho e esperança”, reforçou.

Espíndola destacou ainda que muitos dos moradores de rua não são naturais de Criciúma, o que motivou a criação de um observatório municipal para monitorar o deslocamento desse público. Ele também informou que o município triplicou o número de internações voluntárias, chegando a 150 vagas, além de ampliar a equipe de psicólogos e assistentes sociais para fortalecer vínculos familiares.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o prefeito se emocionou ao relatar a experiência e disse que pretende transformar o aprendizado em políticas públicas mais eficazes. “Precisamos tirar as pessoas das ruas com dignidade e firmeza. E garantir que nossas calçadas e praças sejam lugares de convivência das famílias, nunca de abandono ou uso de drogas”, concluiu.

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