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Posse de Deputados em Moçambique Acontece sob Protestos e Alta Segurança

O Presidente eleito, Daniel Chapo, ressaltou a importância de manter a paz e a estabilidade no país

13 de Janeiro de 2025
Foto: Divulgação

A Assembleia da República de Moçambique realizou nesta segunda-feira a posse dos deputados eleitos à X legislatura. No entanto, a cerimônia foi marcada por tensões, com os partidos Renamo e MDM anunciando boicote ao evento em protesto contra o processo eleitoral. A capital, Maputo, amanheceu com vias bloqueadas e um forte esquema de segurança.

O Presidente eleito, Daniel Chapo, ressaltou a importância de manter a paz e a estabilidade no país. “O apelo que eu queria aproveitar para fazer é realmente a necessidade de mantermos a paz, a estabilidade social, econômica e política para continuarmos a desenvolver Moçambique”, declarou antes da cerimônia.

Chapo também destacou a relevância do diálogo no novo parlamento, que conta com representantes do Frelimo, Renamo, MDM e do estreante Podemos. “É muito importante haver um debate aberto e franco ao nível deste órgão”, afirmou o Presidente, que será oficialmente empossado na próxima quarta-feira.

Enquanto isso, os acessos ao parlamento estiveram fortemente restritos, com barreiras montadas por policiais e militares. A Avenida 24 de Julho, uma das principais de Maputo, foi fechada ao tráfego, deixando a capital praticamente deserta horas antes do início da cerimônia.

O processo eleitoral, que culminou com as eleições gerais de 9 de outubro, tem sido alvo de intensos protestos. Desde então, manifestações e paralisações deixaram cerca de 300 mortos e mais de 600 feridos no país. Nesta segunda-feira, novas manifestações foram convocadas em várias cidades.

A sessão solene também marcou a eleição do novo presidente da Assembleia da República, cargo anteriormente ocupado por Esperança Bias. Margarida Talapa, ex-ministra do Trabalho e Segurança Social, foi indicada pelo Frelimo para o posto, enquanto outros partidos apresentaram nomes estreantes.

Venâncio Mondlane, líder do Podemos e candidato presidencial derrotado, convocou três dias de paralisações contra os resultados eleitorais. Apesar de seu apelo, a liderança do partido afirmou que os 43 deputados eleitos pela legenda assumiriam seus cargos, consolidando o Podemos como a maior força de oposição no parlamento.

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