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Porto de Santos: Passageiros ficam sem embarcar em cruzeiro devido a overbooking

Além de não conseguirem embarcar, muitos passageiros ficaram sem assistência por horas, sem alimentação ou informações adequadas

24 de Marco de 2025
Foto: Imagem da Internet

Centenas de passageiros enfrentaram uma situação caótica no Porto de Santos, em São Paulo, ao serem impedidos de embarcar no cruzeiro temático “Energia On Board” devido a um overbooking. A prática, considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor, ocorre quando há venda de passagens além da capacidade disponível.

O navio Costa Pacifica, fretado pela empresa On Board Entretenimento, deveria partir na tarde de quinta-feira (20) rumo a Angra dos Reis (RJ), mas o embarque foi marcado por filas e confusão. Os passageiros esperaram por horas no terminal, mas cerca de 250 turistas foram informados de que não conseguiriam embarcar.

Os clientes afirmaram que não receberam os vouchers de embarque, mesmo tendo adquirido as cabines com antecedência. A empresa organizadora do evento alegou que a venda de passagens saiu de controle, mas garantiu que não houve intenção de prejudicar os consumidores e prometeu o ressarcimento dos valores pagos.

Diante da frustração e do tumulto, a Polícia Civil, a Polícia Federal, a Guarda Portuária e as seguranças do terminal precisam intervir para controlar a situação. O caso foi registrado como estelionato e está sendo investigado pelas autoridades.

A Costa Cruzeiros, responsável pelo embarque, lamentou o ocorrido e afirmou que a gestão da lista de passageiros era de responsabilidade exclusiva da empresa On Board Entretenimento. A companhia também alegou que alguns hóspedes chegaram sem os formulários exigidos, o que teriam atrasado a partida do navio.

O técnico de som Erisvaldo Lopes Junior, que viajava com a família, descreveu a situação como "decepção gigantesca". Ele afirmou que sonhava com o cruzeiro e se preparava para a viagem, mas foi impedido de embarcar mesmo seguindo todas as orientações. Segundo ele, a falta de vouchers afetou centenas de pessoas de diferentes estados.

Além de não conseguirem embarcar, muitos passageiros ficaram sem assistência por horas, sem alimentação ou informações adequadas. Junior relatou que seu filho ficou profundamente abalado e que a experiência foi um grande desrespeito aos consumidores.

Para minimizar os danos, a empresa organizadora ofereceu hospedagem em um hotel no Valongo para aproximadamente 100 passageiros que ficassem sem embarcar. No entanto, muitos clientes escolheram não apenas reembolso, mas também indenização pelos transtornos causados.

A Polícia Civil segue investigando o caso, e especialistas em direito do consumidor orientam os prejudicados a buscarem a Justiça para garantir seus direitos. A On Board Entretenimento, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.

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