O IBGE reforça que o crescimento da população indígena e sua distribuição em diferentes contextos demonstram a diversidade cultural e social do Brasil
A população indígena brasileira cresceu 88,89% entre 2010 e 2022, passando de 896.917 para 1.694.836 pessoas, segundo o Censo Demográfico 2022 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta mudanças significativas na distribuição territorial, urbanização e condições de vida dessas comunidades.
Atualmente, 4.833 municípios brasileiros contam com população indígena. O censo consistiu em pessoas indígenas residentes em localidades indígenas que se autodeclararam indígenas por quesito de cor ou raça ou que se consideraram indígenas.
Uma das mudanças mais marcantes foi o aumento da urbanização. Em 2022, 53,97% da população indígena vivia em áreas urbanas, em comparação com 36,22% em 2010. O crescimento em áreas urbanas foi de 181,6%, com mais 589.912 pessoas. Nas áreas rurais, o aumento foi de 36,36%, representando mais 208.007 indivíduos.
A maior concentração de indígenas em áreas urbanas está no Sudeste, onde 77,25% vivem fora de zonas rurais. Estados como Goiás (95,52%), Rio de Janeiro (94,59%) e Distrito Federal (91,84%) apresentam os maiores percentuais de urbanização. Por outro lado, Mato Grosso (82,66%), Maranhão (79,54%) e Tocantins (79,05%) registram maior população indígena em áreas rurais.
A taxa de alfabetização entre indígenas de 15 anos ou mais também apresentou avanço, subindo de 76,60% em 2010 para 84,95% em 2022. O índice de analfabetismo caiu de 23,40% para 15,05% no mesmo período. Dentro das terras indígenas, a alfabetização passou de 67,70% para 79,20%, enquanto fora das terras indígenas o índice chegou a 86,22%.
Esses dados refletem esforços para melhorar as condições de vida dos povos indígenas, mas também apontam desafios no contexto de urbanização e educação. O Censo 2022 destaca a importância de políticas públicas específicas para atender às demandas dessa população.
O IBGE reforça que o crescimento da população indígena e sua distribuição em diferentes contextos demonstram a diversidade cultural e social do Brasil, além de sua resiliência diante das mudanças estruturais ao longo dos anos.