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Polônia restringe tráfego aéreo após invasão de drones russos

Medida vale até dezembro e reforça alerta de segurança na fronteira leste.

11 de Setembro de 2025
Foto: Polsat News / via Reuters

A Polônia anunciou nesta quinta-feira (11) a restrição do tráfego aéreo em parte de sua fronteira leste, depois da invasão de cerca de 20 drones russos no espaço aéreo do país, que é membro da União Europeia (UE) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Segundo a Agência de Navegação Aérea da Polônia (PAZP), a restrição, em vigor a partir de hoje e com validade até 9 de dezembro, foi determinada “para garantir a segurança nacional”. O tráfego aéreo estará fechado, salvo raras exceções, a voos civis ao longo da fronteira com a Bielorrússia e com a Ucrânia, por solicitação das Forças Armadas polonesas.

O primeiro-ministro Donald Tusk relatou, na quarta-feira (10), 19 violações do espaço aéreo durante a madrugada. Não houve feridos, mas uma casa e um carro foram danificados no leste do país.

A ação gerou forte reação internacional. O chanceler alemão Friedrich Merz classificou o episódio como “ação agressiva” da Rússia, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron advertiu Moscou contra “este ato precipitado”. O embaixador dos Estados Unidos na Otan, Matthew Whitaker, afirmou:

“Estamos ao lado dos nossos aliados da Otan diante destas violações do espaço aéreo e defenderemos cada centímetro do território da Aliança.”

A ministra dos Negócios Estrangeiros da UE, Kaja Kallas, considerou a invasão “a mais grave violação do espaço aéreo europeu por parte da Rússia desde o início da guerra”.

Contexto da guerra

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, alegando proteger minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991. O conflito já provocou dezenas de milhares de mortos e, nos últimos meses, foi marcado por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, enquanto forças de Kiev têm usado drones para atingir alvos militares em território russo e na península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014.

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