Quarta-Feira, (07 de Outubro de 2026)
Justiça

Polícia investiga nove mortes com sinais de execução em São Paulo

Corpos foram encontrados ensacados, esquartejados, decapitados, baleados ou queimados; SSP afirma que, até agora, não há indícios de ligação entre os crimes.

Por: Portal Amz em Pauta
07 de Outubro de 2026

Polícia Militar localiza corpo esquartejado em 19 de setembro, na Zona Norte de SP.

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove mortes com características de execução registradas na capital paulista entre o início de setembro e o começo de outubro. Os casos ocorreram nas zonas Leste, Sul, Norte e Oeste e apresentam diferentes circunstâncias. Entre as vítimas há pessoas encontradas dentro de sacos, enroladas em cobertores, esquartejadas, decapitadas, baleadas ou queimadas. Todos os episódios são apurados como homicídio.

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) conduz as investigações de forma individualizada. Quatro ocorrências foram registradas na Zona Leste, três na Zona Sul, uma na Zona Norte e uma na Zona Oeste. Entre os casos estão um corpo encontrado ensacado e amarrado no Jabaquara, em 5 de setembro; outro esquartejado localizado em um barranco no Jaçanã, no dia 19; e uma cabeça encontrada no Jardim São Luís, em 27 de setembro. Oito das nove vítimas já foram identificadas, sendo sete homens e uma mulher.

Apesar das semelhanças na forma como alguns cadáveres foram abandonados, a Secretaria da Segurança Pública afirma que não há elementos que indiquem uma mesma autoria ou conexão entre os crimes. “Está sendo investigado mas não parece ser a mesma autoria. Cada caso é uma história. São mortes diferentes em locais diferentes”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, nesta quarta-feira (7).

Segundo a SSP, o uso de sacos plásticos, lençóis ou cobertores pode estar relacionado à movimentação ou ocultação dos corpos e, isoladamente, não representa uma assinatura criminal. A pasta também informou que os casos apresentam locais, métodos e dinâmicas diferentes, afastando, até o momento, a hipótese levantada nas redes sociais sobre a atuação de um serial killer.

Entre as linhas de investigação estão possíveis vinganças, justiçamentos, desavenças e eventual envolvimento de integrantes de organizações criminosas. Parte das vítimas possuía antecedentes criminais, informação considerada pelos investigadores na análise das possíveis motivações.

A Polícia Civil informou ainda que já trabalha com suspeitos e hipóteses específicas nos casos em que as vítimas foram identificadas. Até o momento, porém, nenhum suspeito pelos nove homicídios foi preso. Todos os casos possuem inquéritos instaurados e continuam sendo investigados pelo DHPP.

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