Artista de Manaus, Laura Athayde assina uma das vinhetas de intervalo da Globo durante a Copa
Um barco regional amazônida estilo ‘motor’ cruza um rio da Amazônia com dizeres de incentivo à seleção brasileira, em letramento de estilo ribeirinho. Se você ainda não viu essa imagem, vai ver em breve, porque ela compõe a série de vinhetas temáticas que a Rede Globo já colocou no ar para a Copa do Mundo 2026. E a cena do barquinho é um desses intervalos do “plim-plim” que tem assinatura da ilustradora amazonense, Laura Athayde.
Nascida e criada em Manaus, Laura Athayde morou no bairro Parque 10, zona centro-sul de Manaus com temporadas na casa da avó, no Centro. “Sempre gostei de desenhar e de ler quadrinhos e, quando descobri que podia fazer os meus próprios, sabia que tinha encontrado o caminho que queria seguir na vida”, conta.
Mas antes de se profissionalizar na carreira de ilustradora e quadrinista, Laura se formou em Direito. Durante uma vivência em São Paulo teve contato com os primeiros eventos que reuniam autores de quadrinhos nacionais. “Foi aí que descobri que essa carreira existia e que estava ao meu alcance. Comecei a produzir tirinhas que postava nas redes sociais e também em coletâneas de autores independentes e fui me envolvendo cada vez mais nesse universo”, lembra.
Desde 2015, a artista vive em Belo Horizonte onde fez um curso de tecnólogo em Design Gráfico. Ela continuou produzido regularmente, publicando obras que são referência no cenário nacional da nona arte e da literatura. Entre os destaques está o livro Extraordinárias - mulheres que revolucionaram o Brasil, da Editora Seguinte, que rendeu uma indicação ao Prêmio Jabuti.
Outro projeto de grande repercussão foi o livro Aconteceu Comigo - histórias de mulheres reais em quadrinhos, uma coletânea de relatos de mulheres brasileiras reais sobre questões de sexuais, raciais e de gênero. “Esse trabalho foi selecionado pelo Edital Rumos Itaú Cultural e, além de ressoar bastante nas redes sociais, se tornou objeto de estudos acadêmicos do Ensino Fundamental ao Superior. Ele foi agraciado com um Troféu Angelo Agostini, a premiação mais tradicional dos quadrinhos nacionais”, destaca.
Já o fanzine Eu quero ser a sua casa é citado pela autora com carinho por ser uma produção mais pessoal e que também foi pemiado com o Angelo Agostini, além de ser traduzido para o francês pela Editora Bleu Dans Vert.
foto:Laura Athayde
A vinheta
O convite para a vinheta da TV Globo veio através de uma indicação de um conhecido para a agência que providenciou as artes para a emissora e que estava procurando um artista nortista para esse trabalho que conta com autores de cada região do País.
Quadrinhos do Norte
Embora vivendo em Belo Horizonte, Laura Athayde mantém a inspiração da cultura da Amazônia em seus trabalhos ao mesmo tempo que acompanha as produções da região e apoia o projeto Norte em Quadrinhos, uma iniciativa que procura valorizar o mercado e os profissionais nortistas. “Fico muito feliz quando vejo o quanto a cena nortista de quadrinhos vem se desenvolvendo, se organizando e abrindo o próprio espaço em um mercado nacional extremamente focado no Sudeste. Vejo o esforço que os colegas