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Planalto critica ação de família Bolsonaro junto aos Estados Unidos

Governo afirma que cabe ao Brasil definir como crimes são classificados e combatidos no território nacional.

Por: Portal Amz em Pauta
29 de Maio de 2026
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O Palácio do Planalto afirmou, nesta sexta-feira (29), em Brasília, que cabe aos brasileiros, por meio das instituições, leis e forças de segurança do país, definir como o crime é classificado e combatido dentro do território nacional. Em nota, o governo também criticou integrantes da família Bolsonaro por, segundo o comunicado, buscarem intervenção estrangeira no Brasil, em meio ao debate sobre a classificação de organizações narcotraficantes como terroristas pelos Estados Unidos.

“O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”, diz a nota do Palácio do Planalto. O posicionamento foi divulgado após a decisão dos Estados Unidos de classificarem organizações narcotraficantes como terroristas, medida que, segundo especialistas citados no texto original, pode servir como pretexto para intervenção no país.

Para o governo brasileiro, medidas unilaterais e não negociadas podem prejudicar o combate ao crime, reduzir a cooperação entre polícias e afetar a economia, o sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix. “Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, afirma o comunicado.

A nota também cita a família Bolsonaro e afirma que integrantes do grupo político têm buscado provocar o governo de Donald Trump para que intervenha em assuntos brasileiros. “É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, acrescenta o comunicado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, encontrou-se nesta semana com Donald Trump e pediu ao presidente norte-americano que classificasse grupos narcotraficantes no Brasil como terroristas.

O governo reconheceu que o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e outras facções e milícias “praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias”, mas sustentou que esse tipo de ação, voltada ao lucro com atividades criminosas, não deve ser confundido com terrorismo internacional de motivação política, religiosa ou ideológica. O Planalto informou ainda que o país aprovou uma lei de combate às facções e milícias, com penas de até 80 anos de prisão, e que conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado” para enfrentar essas organizações em diferentes níveis.

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